quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Posted by Eduardo G. Junior In | 1 comment
NATAL, ORIGEM, QUAL, PAGANISMO, CRISTÃO, ESTUDO BÍBLICOMilhões de pessoas ao redor do mundo se preparam para o Natal de 2009. Talvez você seja uma delas. Ou pode ser que não tenha o costume de celebrar essa data. Mas de qualquer forma, é quase impossível não ser de alguma maneira afetado, pois o Natal permeia o mundo do comércio e do entretenimento, mesmo em países não-cristãos.

O que você sabe sobre o Natal? Existe base bíblica para comemorar o nascimento de Cristo? Qual é a origem dessa celebração popular?

Celebração proscrita

Se você fizer uma pesquisa sobre o assunto, descobrirá que o Natal não tem raízes no verdadeiro cristianismo. Isso é reconhecido por muitos eruditos da Bíblia de diversas denominações religiosas. Em 1647, o Parlamento inglês decretou que o Natal deveria ser um dia de penitência e, em 1652, o proscreveu de modo terminante. De 1644 a 1656, o Parlamento se reunia propositalmente no dia 25 de dezembro. Segundo a historiadora Penne L. Restad, “os ministros religiosos que pregassem sobre a Natividade se arriscavam a ser presos, e quem decorasse a igreja era multado. As lojas tinham de abrir no Natal como em qualquer outro dia”. Por que essas medidas drásticas? Os reformadores puritanos acreditavam que a Igreja não devia criar tradições que não tivessem base nas Escrituras. Pregavam e distribuíam publicações que denunciavam as celebrações de Natal.

Medidas similares foram adotadas na América do Norte. Entre os anos 1659 e 1681, o Natal foi proscrito na Colônia da Baía de Massachusetts. Uma lei promulgada na época proibia toda e qualquer observância do Natal, e os violadores eram multados. Os puritanos da Nova Inglaterra não eram os únicos que não celebravam a data; alguns grupos das colônias médias adotavam a mesma postura. Os quacres da Pensilvânia eram tão radicais quanto os puritanos no seu conceito sobre a celebração. Certa fonte diz que “assim que os americanos conquistaram a independência, Elizabeth Drinker, que era quacre, classificou os habitantes da Filadélfia em três categorias: os quacres, ‘que consideram o [Natal] como qualquer outro dia’, os que o comemoravam por uma questão religiosa e os demais, que faziam do Natal ‘uma ocasião para farra e intemperança’”.

Henry Ward Beecher, renomado pregador americano que foi criado numa família calvinista ortodoxa, só veio a conhecer o Natal com 30 anos. “O Natal nunca fez parte da minha vida”, escreveu em 1874.

As primitivas igrejas batista e congregacionalista também não celebravam o nascimento de Cristo por entenderem que não havia base bíblica para isso. Certa fonte diz que a Igreja Batista de Newport (Rhode Island) só veio a celebrar o Natal em 25 de dezembro de 1772. Isso foi quase 130 anos depois da fundação da primeira igreja batista na Nova Inglaterra.

A origem do Natal

A New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) reconhece: “A data do nascimento do Cristo não é conhecida. Os Evangelhos não indicam nem o dia nem o mês . . . Segundo a hipótese sugerida por H. Usener . . . e aceita pela maioria dos peritos hoje em dia, designou-se ao nascimento de Cristo a data do solstício do inverno (25 de dezembro no calendário juliano, 6 de janeiro no egípcio) porque, nesse dia, à medida que o sol começava seu retorno aos céus setentrionais, os devotos pagãos de Mitra celebravam o dies natalis Solis Invicti (aniversário natalício do sol invencível). Em 25 de dez. de 274, Aureliano havia proclamado o deus-sol como o principal padroeiro do império e dedicou um templo a ele no Campo de Marte. O Natal surgiu numa época em que o culto ao sol era particularmente forte em Roma.”

A Cyclopœdia de M’Clintock e Strong diz: “A observância do Natal não foi divinamente instituída, nem se origina do N[ovo] T[estamento]. O dia do nascimento de Cristo não pode ser determinado pelo N[ovo] T[estamento], nem, deveras, por qualquer outra fonte.”

“Vão engano”

Em vista do que foi considerado, devem os verdadeiros cristãos participar das tradições do Natal? Agrada a Deus misturar Sua adoração com crenças e práticas dos que não o adoram? O apóstolo Paulo deu o seguinte aviso em Colossenses 2:8: “Acautelai-vos: talvez haja alguém que vos leve embora como presa sua, por intermédio de filosofia e de vão engano, segundo a tradição de homens, segundo as coisas elementares do mundo e não segundo Cristo.”

Ele também escreveu: “Não vos ponhais em jugo desigual com incrédulos. Pois, que associação tem a justiça com o que é contra a lei? Ou que parceria tem a luz com a escuridão? Além disso, que harmonia há entre Cristo e Belial [Satanás]? Ou que quinhão tem o fiel com o incrédulo?” — 2 Coríntios 6:14, 15.

Em vista das irrefutáveis evidências disponíveis, o cristão não participa das celebrações de Natal. Em harmonia com as Escrituras, esforçam-se a praticar “a forma de adoração que é pura e imaculada do ponto de vista de . . . Deus”, por manter-se “sem mancha do mundo”. — Tiago 1:27.

Um comentário:

  1. Muito interessante esse ponto de vista.
    Realmente nunca li na Biblia nenhuma referencia ao dia do nascimento de Cristo,por isso sempre acreditei e creio que o dia de nascimento de Cristo é o dia em que O aceitamos e O reconhecemos como Senhor de nossas vidas.A verdade é que sendo verdade ou não o mundo estimula nessa época do Natal somente o consumo e um falso espírito de solidariedade.As pessoas precisam de ajuda o ano todo e não apenas em um dia que nem mesmo raízes bíblicas tem.

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