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  • Antropologia do Novo Testamento

    O lugar das pessoas na atividade de criação de Deus é comparado a seu lugar na Sua atividade de redenção. O Novo Testamento insiste em que as pessoas não tinham aceitado a responsabilidade dada em Gênesis 1:29-30. É igualmente insistente que a alta estima de Deus para com o homem não diminuiu [...]

  • Significado de GEENA na Bíblia

    GEENA. A forma Gr. do Heb. gē–hinnom, “”vale de Hinom” (Jos. 15:8; 18:16); também chamado Topheth (II Rs 23:10). A forma Gaienna ocorre na LXX em Jos. 18:16b. A palavra é usada como nome metafórico do lugar de tormento dos ímpios, após o julgamento final [...]

quinta-feira, 30 de outubro de 2014


Interpretação de Isaías 13 e 14




Isaías 13
A. A Queda da Babilônia. 13:1-22.
Interpretação de Isaías 13 e 14
1. Sentença (massa’) também traduzido por oráculo, como se significasse um simples elevar da voz do profeta (de nasa’, "elevar"). Mas a julgar pelo seu uso, parece melhor entendê-lo como aquilo que se levanta – um peso. Isto é, um peso de juízo divino que um ofensor deve carregar.
2. Tiranos. Os chefes babilônios.
3. Os persas sob Ciro, o Grande, são profeticamente chamados de meus consagrados por Deus porque Ele lhes ordenou que derrubassem a Babilônia. Observe que eles deviam vir de um país remoto (v. 5) e não de alguma região vizinha. A Pérsia ficava bem a leste do Elão, cerca de 560 quilômetros da Babilônia.
6. Aqui o dia do SENHOR (Jeová) declaradamente não é escatológico, mas refere-se aos acontecimentos de 539 A. C. Contudo esta queda da Babilônia é profeticamente típica da derrota da Babilônia dos últimos tempos (Ap. 14 :8), à qual o terrível fenômeno meteórico de 13:10 se aplica particularmente (cons. Mt. 24:29). Isto se deduz pela referência ao mundo (tebel) em 13:11, e não ao Império Caldaico apenas.
Mas os versículos 14-16 certamente se aplicam a 539, pois a menção dos medos no versículo 17 torna isto claro ("Medos" era um nome mais familiar no tempo de Isaías do que "Persas", que ainda era então desconhecido aos asiáticos ocidentais).
19-22. Nestes versículos o Senhor prediz muito definidamente a final extinção da Babilônia histórica de maneira totalmente permanente. Posteriormente a história comprova o cumprimento literal desta profecia, pois a Babilônia ficou completamente desabitada lá pelo século XVII A.C. O local abandonado tem sido supersticiosamente considerado terrível pelos povos da língua árabe, o árabe (v. 20), desde então.

Isaías 14
B. A Queda do Rei da Babilônia. 14:1-27.
1,2. O ímpio Poder Mundial da Babilônia será esmagado, mas o povo de Deus emergirá triunfante no final. Até as nações pagas se file ficarão sujeitas (através da conquista espiritual do Evangelho e mediante a poderosa imposição do governo de Cristo no "final dos tempos"). Os gentios ajudarão na restauração de Israel à posição de terra prometida.
3-11. Um hino de triunfo sobre a Babilônia derrotada (tanto a cidade histórica como a escatológica)
8. Ciprestes e cedros. Ambos são literais (uma vez que foram poupados do desflorestamento dos madeireiros caldeus) e simbólicos – representando outras nações na floresta da humanidade.
9. O Além ou o Sheol. Um nome para a habitação generalizada dos mortos antes da ressurreição de Cristo. Mas aqui representa a habitação dos espíritos dos altivos governantes que desafiaram a Deus nas dispensações passadas. Estes estão representados como dando as boas vindas à chegada do rei da Babilônia com maliciosa satisfação, pois toda a sua breve glória terrena já terá sido extinguida, como foi a deles.
12-20. Lúcifer. O nome romano para a estrela da manhã (heb. hêlêl, "a brilhante"), a qual logo desaparece diante do esplendor muito maior do sol. Este título foi concedido ao rei da Babilônia, não se referindo a ele como indivíduo humano específico (como Belsazar, por exemplo), mas como representante ou incorporação de Satanás, que é considerado o poder por trás do trono real. O orgulho titânico e a ambição expressas nos versículos 13, 14 estão deslocados em quaisquer lábios que não sejam os de Satanás. A poesia épica do ugarita cananeu geralmente se refere à "montanha do Norte" ou Sapunu (equivalente ao heb. sâphôn usado aqui) como sendo a habitação dos deuses. A ignominiosa queda do tirano da Babilônia, aqui descrito profeticamente, cujo cadáver jaz insepulto e desonrado, reflete Satanás, seu senhor.
21-27. Esta passagem reverte mais particularmente à queda da Babilônia histórica em 539, e a permanente extinção de seu poder e posteridade. Como confirmação antecipada desta promessa referente à Babilônia, o Senhor predisse a catástrofe mais iminente dos exércitos da Assíria (o suserano da Babilônia na ocasião) na Palestina (v. 25), que aconteceu quando da invasão de Senaqueribe em 701 A. C. Todos esses desastres nas nações vizinhas demonstrariam o poder de um Deus único e verdadeiro, o Deus de Israel (vs. 24, 27).
Sentença II. A Queda da Filístia. 14:28-32.
Os filisteus, em sua guerra contra Acaz, tinham recentemente tomado quatro grandes cidades judias (II Cr. 28:18). Mas aqui são advertidos da retribuição vindoura através de Ezequias, a serpente do versículo 29, e dos posteriores príncipes judeus da dinastia hasmoneana (como Jônatas Macabeu, que incendiou Asdode e Asquelom e competiu Gaza a se render).
31. Do norte vem fumaça refere-se às devastações futuras de Sargão (20:1) e Senaqueribe (mencionada em seu registro de campanhas em 701).
32. Os enviados filisteus tinham portanto de ser enviados para casa com a declaração de que a única e verdadeira -segurança de Judá se encontrava em Jeová, o seu Deus. 
Sentença III. A Queda de Moabe. 15:1 – 16:14.

Interpretação de Isaías 18, 19 e 20





Isaías 18
Sentença V. A Queda e Conversão da Etiópia. 18:1-7.
Interpretação de Isaías 18, 19 e 20
Sob a liderança de Pianqui, os etíopes estabeleceram a Vigésima Quinta Dinastia no Egito, e Sabaca, o filho de Pianqui (chamado "Sô" em II Rs. 17:4) encorajou Oséias de Israel na última revolta infrutífera contra a Assíria. Sabaca também se aliou a Merodaque-Baladã da Babilônia, e foi mais tarde um incentivo para Ezequias se rebelar contra Senaqueribe, que finalmente esmagou as forças etíope-egípcias em Elteque, em 701. Tirraca, o sobrinho de Sô, dirigiu um novo esforço egípcio, mas foi finalmente esmagado por Assurbanipal em 567.
7. Aqui os etíopes são identificados como oriundos da terra onde o Nilo Azul se ajunta ao Nilo Branco – cuja terra os rios dividem – sendo de estatura alta e de pele lisa. Eles seriam podados como ramos, diz o profeta, e suas carcaças cairiam na batalha para serem consumidas pelos abutres. Contudo, algum dia, os etíopes prestariam o seu tributo a Deus e viriam a Sião como verdadeiros crentes.

Sentença VI. As Aflições do Egito. 19:1 - 20:6.

Isaías 19
A. A Subjugação do Egito. 19:1-25.
1-10. Isaías apresenta as aflições da guerra civil, da conquista assíria, da seca e da devastação que sobreviria ao Egito nas próximas décadas. Jeová demonstraria Sua soberania para descrédito dos falsos deuses do Egito. A guerra civil começaria através da Dinastia Líbia (XXII) entrechocando-se com os etíopes e com os saítas da Dinastia XXIV, e assim loucamente prepararia o caminho através do mutuamente destrutivo conflito para a cruel subjugação de todos por Esaradom da Assíria (v. 4). Isto aconteceria em 671, e o governo assírio duraria dezenove anos. A ruína economia do Egito ficaria assegurada por uma seca prolongada e terrível (vs. 5, 6), na qual o Nilo não transbordaria.
7. A relva que está junto ao Nilo. Portanto não haveria peixes para pescar nem linho para fiar.
10. Grandes (fundamentos, E. R. C.). Antes, tecelões. Portanto, traduza-se: E seus tecelões serão esmagados, todas os jornaleiros andarão de alma entristecida.
11-15. Os egípcios se orgulhavam de serem o povo mais sábio e mais culto. Mas se comprovariam ser totalmente loucos e incapazes ao se depararem com os futuros golpes da tragédia e seus líderes conflitantes os levariam à ruína.
13. Zoã ou Tanis era uma capital no norte perto das fronteiras do Sinai. Mênfis ficava mais ao sul no ápice do Delta.
15. Todas as camadas sociais seriam lançadas em estado de desemprego e necessidade.
16-25. Mas Deus ainda tinha um brilhante futuro guardado até mesmo para esta terra excessivamente pagã. Em primeiro lugar, os egípcios tremeriam diante do poder terrível do Deus de Israel quando Ele os julgasse, especialmente quando os exércitos vingadores de Nabucodonosor invadissem sua terra em perseguição aos judeus que ali se refugiassem (cons. Jr. 46:24-26). Então eles reconheceriam que Jeová intervirá na história. Mais tarde, os imigrantes judeus exerceriam uma influência poderosa sobre o Egito. Estabeleceriam colônias judias consideráveis em pelo menos cinco das cidades egípcias, uma das quais seria Heliópolis.
18. A palavra Heliópolis, "Cidade do Sol", aqui foi deliberadamente alterada, em um jogo de palavras, traduzindo-se para cidade da destruição. Haveria até um altar erguido para Jeová no Egito (v. 19; levantado por um sacerdote chamado Onias no refilado de Ptolomeu VI), como um penhor da posterior conversão de egípcios ao cristianismo. Deus lhes enviaria um salvador (Alexandre, o Grande) para libertá-los dos seus opressores persas, como garantia desse Salvador divino que os libertaria do governo de Satanás. 21-22. Provavelmente uma referência à cristianização da terra.
23-25. Uma previsão do relacionamento harmonioso a ser estabelecido pela expansão do Evangelho por todas as terras do Crescente Fértil antes da conquista maometana. E isto, por sua vez, não passa de um vislumbre dessa paz final e mais duradoura que será estabelecida entre o Oriente e o Ocidente no tempo do Messias.

Isaías 20
B. O Egito Será Dominado pela Assíria. 20:1-6.

Este oráculo foi provavelmente revelado um pouco depois daquele do capítulo 19, pois desenvolve a predição feita em 19:4. Pelo menos, ficou claro o ano exato do cumprimento da profecia. Foi em 711 A. C. quando o Rei Sargão enviou Tartã (v. 1; tartanu em acadiano), seu "principal general", para tomar a cidade filistéia de Asdode. Azuri, rei de Asdode, foi deposto (de acordo com os Anais de Sargão), e uma revolta iniciada por Iatna foi abafada. Esta profecia sobre a desgraça e derrota do Egito foi feita cerca de quarenta anos antes da Conquista Assíria. O Egito mereceu severo castigo porque pretendeu servir de libertador de Israel e lhe fez promessas que não foi capaz de cumprir, desviando os hebreus de uma confiança integral em Deus somente.

Interpretação de Isaías 23





Isaías 23
Sentença IX. Queda e Escravidão de Tiro. 23:1-18.
Interpretação de Isaías 23
Tiro representa o materialismo desapiedado de um grande centro comercial. Através de Jezabel, filha do rei de Sidom e Tiro, ela exercia uma influência perniciosa em Samaria, e dirigia um comércio vigoroso de escravos israelitas (Amós 1:9). Foi forçada a capitular diante da Assíria em 664; Nabucodonosor arrasou-a deixando apenas a cidade da ilha, no século sexto; e Alexandre demoliu completamente a cidade da 1flla em 332 A. C.
1. De Quitim (E. R. A.) ou Chipre, viriam as melancólicas notícias da queda de Tiro. Isto significaria a ruína do comércio com Társis (localizada na Sardenha ou Espanha) e para as colônias fenícias por todo o Mediterrâneo generalizadamente.
3. Não mais poderiam os produtores do Egito Shior (ASV), um tributário do Nilo – vender seus bens preciosos nos mercados de Tiro.
4. Sidom seria envolvida na mesma calamidade, e sua população dizimada seria reduzida. 8-12. Jeová seria o autor desse destino (como o cumprimento desta predição demonstrada amplamente), que serviria de juízo não só para Tiro mas a todo o ponto de vista mundano por ela representado.
11. Canaã (cidade mercante). Originalmente o nome da lã púrpura tingida com múrice fenício, que formava a base do comércio com outras nações. Então o nome passou a ser aplicado aos mercadores generalizadamente. Mesmo em Chipre os refugiados não encontrariam segurança (pois esta ilha se tornaria tributária da Assíria e seus sucessores).
13-18. Tiro se eclipsaria durante setenta anos, entre o desastroso cerco de Nabucodonosor e a queda da Babilônia em 539. A Versão de Berkeley faz de terra dos caldeus (v.13) um vocativo, dando a entender diretamente que os tiros é que não mais seriam; os assírios tornariam sua terra em um lugar para as bestas feras perambularem. Foram presumivelmente os caldeus que inventaram as máquinas usadas nos cercos.
16. Tendo perdido sua independência, a cidade teria de alcovitar a luxúria e os desejos dos seus conquistadores, como se fosse uma mulher das ruas. Sob os persas, Tiro desfrutou de muitos favores e recuperou-se bem da repressão dos caldeus. Mas mesmo o persa Ciro competiu Tiro e Sidom a contribuir materialmente para a reconstrução do Templo de Jeová em Jerusalém (Ed. 3:7) – um cumprimento parcial de Is. 23:18. Atualmente Tiro é praticamente uma região deserta, e muito provavelmente vai continuar servindo apenas como símbolo histórico do futuro poder comercial e materialismo capitalista dos "últimos tempos".

Interpretação de Isaías 26





Isaías 26
Sermão III. Hino de Ajuda pela Consolação de Judá. 26:1-21.

Interpretação de Isaías 26
1. Os santos redimidos virão em multidões aos portões de Jerusalém no final dos tempos, cantando hinos de louvor (donde a propriedade de chamá-los de Judá, pois Yehûdâ significa "Louvor").
2. Constituirão a nação justa porque estará revestida da justiça de Crista e habitada pelo Espírito de Deus.
3. Sua característica fé evangélica será expressa como fé completa na suficiência de Deus e na perfeição de Sua vontade. Perfeita paz. Mais literalmente, paz paz (shalom shalom), que significa "uma paz que realmente é paz", e não essa paz espúria e temporária que é tudo que os homens podem conceder.
4. Confiai. Os redimidos testificarão prontamente da fidelidade eterna de Jeová.
6. Os aflitos e os pobres. Aqui (como acontece nos profetas e nos Salmos) os humildes, os perseguidos, o povo de Deus desprezado que sofre dificuldades e discriminações nesta vida. Eles verão o poder e as pretensões do mundo esmagados.
8. O desejo da nossa ama. Eles serão totalmente envolvidos pela verdade e glória de Deus. Isto inclui tudo o que Ele tem revelado sobre a Sua pessoa e vontade (pois tudo isto se entende pelo uso da palavra nome no hebraico), especialmente no Seu caráter de Jeová (o Deus misericordioso que mantém a Sua aliança), pois esse é o Seu "nome comemorativo". Seu desejo e oração mais ardentes (v. 9) serão "Venha a nós o teu reino!"
10. Perverso. Os pecadores obstinados, os réprobos que rejeitam a fé no Evangelho (cons. "os ímpios" do Sl. 1).
12. Tu as fazes. Os redimidos confessarão que não são justos à parte de Jeová, e foi Ele que realizou Suas próprias boas obras através deles (quando Lhe entregaram seus membros como instrumentos de Sua justiça).
13. Outros senhores. Provavelmente deuses falsos e não governadores estrangeiros. São considerados como alternativas falsas do Senhor, que eles perversamente preferiram em outros tempos.
14. Agora estão mortos, pois suas "vidas" dependiam de seus agora desaparecidos devotos; também não tornarão a viver, pois seu culto foi para sempre abandonado. (O cristianismo aboliu para sempre o culto de todos os deuses pagãos conhecidos pelos israelitas.)
15. Aumentaste o povo. Este notável aumento do povo de Deus aponta para a inclinação da Igreja Gentia mundial; eis também o motivo do alargamento das fronteiras do Reino.
16, 19. Derramaram as suas orações. Israel clamou a Jeová repetidas vezes em períodos da mais profunda desgraça (comparados à agonia do parto) e frustração pungente – (o que demos à luz foi vento). Não nasceram. Antes, não caíram. Isto é, "não caíram em combate sob nossa violenta investida" (não se refere ao parto, como alguns mestres interpretam). Judá, aquele que fala aqui, refere-se aos santos mortos (v.19) chamando-os de nossos mortos – falando a Deus – e meu cadáver. Esta é a mais explícita profecia do V. T. sobre a ressurreição corporal dos crentes.

20, 21. O convite confortador de Deus ao Seu povo. Eles deverão se refugiar nEle durante o sinistro período da Tribulação, quando Ele estiver punindo os não convertidos por causa de sua rebeldia e por causa de seus crimes sangrentos, que serão trazidos à luz no Juízo Final.

Interpretação de Isaías 24





Isaías 24
Sermão I. Juízo universal para o Pecado Universal. 24:1-23.
Interpretação de Isaías 24 e 25
O juízo que foi particularizado nos capítulos 13-23 para cada uma das nações envolvidas com a Palestina agora está sendo apresentado como iminente a ser derramado sobre a terra como um todo. O verso 4 torna claro que terra aqui deve significar "todo o mundo habitado" e não simplesmente a terra (da Palestina), como a terra do v. 3 poderia ser diferentemente interpretada. Aqui se tem em vista justamente duas classes de homens: a sociedade perversa e corrupta deste mundo; e o povo fiel a Deus. Sem distinção quanto à classe ou condição, a ira do Todo-Poderoso está para ser derramada sobre todas as pessoas do mundo; e todos os prazeres do pecado ser-lhe-ão arrancados. Só um mínimo remanescente (vs. 6, 13) sobreviverá a esta destruição geral.
Por outro lado, haverá um grupo de crentes por todo o mundo que se regozijará com esta operação da justa condenação do pecado por Deus (vs. 14-16). No presente, conforme Isaías reconhece com tristeza (v. 16b), parece que a impiedade triunfa vitimando o devoto povo de Deus. Mas um destino terrível aguarda cada cidadão da terra conforme o mundo se aproxima de um catastrófico fim (v. 19). E os altivos governadores humanos serão lançados na prisão do inferno para aguardarem o juízo final de Deus (v. 22). Então a glória de Deus será revelada (quando Cristo retornar para reinar sobre a terra) em tal resplendor que a luz do sol e da lua empalidecerão de insignificância. Jerusalém será a capital do império messiânico, e seus fiéis seguidores se aquecerão na sua radiância (cons. os vinte e quatro anciãos em Ap. 4:4; 7:11; 14:3)

Isaías 25
Sermão II. Jeová Louvado como Libertador e Confortador de Sião. 25:1-12.
Como porta-voz do povo da aliança divina, o profeta dá expressão ao louvor de adoração do Senhor por Sua maravilhosa providência e Sua conduta para com os homens. Através dos séculos o Santo impõe as suas leis a todos aqueles ofensores que a transgrediram. A mais forte será destruída e desfeita em ruínas se os seus habitantes não tiverem fé em Deus. Mal os fiéis e obedientes serão preservados e protegidos através dos anos. Apesar das provas e desvantagens, eles sobreviverão através dos séculos mesmo depois que os mais arrogantes impérios humanos tiverem se desfeito em pó.
6. Neste monte. Monte Sião. Todos os povos sem dúvida inclui os cristãos gentios, que estarão incluídos nas bênçãos do Israel espiritual. Coisas gordurosas. Pratos especiais preparados com azeite de oliva e tutano, grandemente apreciados pelos semitas. Vinhos velhos bem clarificados (ou "sem resíduo") eram vinhos filtrados, constituindo uma bebida transparente e muito saborosa. Estes detalhes sobre alimento e bebidas simbolizam os deleites e as satisfações nutritivas do Evangelho. Talvez também simbolizem "a ceia das bodas do Cordeiro" (Ap. 19:9).
7. A coberta. O véu de cegueira espiritual que encobre as almas dos incrédulos.
8. Para sempre e não em vitória (uma vez que lanesah tem esse significado em qualquer outro lugar; contudo nesah significa "glória" em duas outras passagens do V. T. ). Esta promessa se refere à vitória final dos céus (cons. I Co. 15:54; Ap. 21:4).
10. Moabe representa aqui o mundo obstinadamente hostil e incrédulo, cujas tropas que se opõem a Deus serão exterminadas na destruição final.

12. Seus muros. Dirige-se diretamente a Moabe. Todas as fortificações do mundo rebelde se comprovarão incapazes contra Deus.

Interpretação de Isaías 27 e 28





Isaías 27
Sermão IV. Os Opressores Serão Punidos mas o Povo de Deus Preservado. 27:1-13.

Interpretação de Isaías 27
1. O dragão. Uma criatura simbólica (refletindo os mitos dos semitas pagãos), representando o mundo arrogante e turbulento em revolta contra Deus. Mais particularmente representa os sucessivos impérios mundiais do Egito, da Assíria (associados com o Tigre de águas ligeiras) e da Babilônia (associada com o Eufrates serpenteante).
2. No final dos tempos haverá ocasião para uma bendita contraparte do fúnebre Hino da Vinha de Isaías.
5. Israel redimido constituirá uma vinha que o Deus santo devidamente protegerá contra os seus inimigos.
4. Leia-se de acordo com a Versão Berkeley: Não há indignação em mim. Quem me dera encontrar espinheiros e abrolhos (nela), para repeli-los e queimá-los totalmente.
5. Que . . . se apoderem. Até mesmo um espinheiro, isto é, um inimigo do povo de Deus, terá oportunidade de receber o perdão e a graça.
6. Dias virão em que Jacó lançará raízes . . . Quando se fala de Israel enchendo a terra com frutos, a referência é à expansão do Cristianismo (que é a fé do verdadeiro Israel de Deus).
7-12. Deus revela o Seu plano para o futuro de Israel: sobrevivência através da provação; purificação pelo sofrimento; e destruição para todos os seus inimigos. Traduza-se o versículo 7 de acordo com Delitzsch: Ele a feriu (isto é, Israel) como fere o seu feridor, ou foi ela morta como morreram aqueles que Ele matou? Isto é, Deus feriria Israel apenas para castigá-la; Ele feriria seus inimigos para destruí-los para sempre. Leia-se o versículo 8 (Berkeley): Expulsando-a, mandando-a embora, Ele contendeu com ela. Ele a removeu com Seu rude sopro como no dia do vento oriental. Isto se refere, naturalmente, ao cativeiro da Babilônia. O vento oriental duna do cálido Deserto da Síria.
9. A profecia se refere ao futuro completo abandono da idolatria da pane de Israel.
10. Cidade fortificada. As aparentemente inexpugnáveis capitais dos conquistadores de Israel, como, por exemplo, Nínive e Babilônia. Seus habitantes não tinham entendimento espiritual; eles não receberiam compaixão (tal como seria concedida à exilada Judá.)
12. O seu cereal. O remanescente reunido e convertido de Israel.


Isaías 28
Sermão I. Julgamento dos Bêbados Efraimitas e Zombadores Judeus. 28:1-29.

A. Destino dos Bêbados de Efraim. 28:1-8.
O moribundo Reino do Norte foi apresentado como uma advertência para o Reino de Judá.
2. Embora o certo homem valente e poderoso de Deus, a Assíria, se destinasse a desferir o golpe final da destruição, os efraimitas continuaram a confiar na fertilidade do seu solo e na sua prosperidade econômica, vivendo uma vida de libertinagem e deboche – na qual até mesmo os homens religiosos participavam com excesso repulsivo (vs. 7, 8).
5. Em contraste com esta glória evanescente e carnal de Efraim está o próprio Senhor, que é a verdadeira e única glória de Israel, e que um dia será reconhecido como tal pelo remanescente dos verdadeiros crentes. Ele os fortalecerá com justiça no juízo e vitória na guerra.

B. A Zombaria de Judá Respondida com as Promessas Messiânicas de Deus. 28:9-22.
9,10. Estes versículos dão-nos a resposta sarcástica do partido pró-assírio do Rei Acaz, que resistiu ao impacto das palavras de Isaías registradas nos parágrafos anteriores. Eles zombavam de suas observações chamando-as de "moral de Escola Dominical" apropriada para as crianças, mas inteiramente irrelevante para homens adultos que entendiam a arte da política prática. Eles repudiavam os ensinamentos proféticos como se fossem triviais preceito sobre preceito, preceito e mais preceito.
11-13. A solene resposta a essas zombarias. Deus lhes oferecera segurança e paz se confiassem nEle e se Lhe submetessem; mas eles preferiram confiar na Assíria (contra a Coligação do Norte). Portanto teriam de aprender com seus próprios erros pelo castigo recebido através daqueles que falavam uma língua estrangeira (pois a língua assíria era totalmente incompreensível para os hebreus, embora distantemente aparentada com a sua língua). Pelos golpes do martelo da desgraça e infortúnio cumulativos, teriam de aprender a amarga lição do preceito sobre preceito, preceito e mais preceito.
14,15. Estes zombadores são identificados como os altos oficiais do governo, que apoiaram a política estrangeira de Acaz de subornar a Assíria a que entrasse em um tratado de aliança. A Assíria manejava o seu poder nos interesses do inferno, e espalhava a morte e a destruição por onde passava. No entanto os judeus a escolheram, e não a Deus, para ser sua protetora, inutilmente supondo que poderiam assim escapar ao seu poder devastador. Fizeram um pacto com um poder pagão que considerava os tratados inconvenientes, como simples pedaços de papel – por nosso refúgio temos a mentira.
16. Em contraste com esta supostamente inteligente diplomacia de poder político, Deus declara a verdadeira base da segurança de Israel: a pessoa e a obra do Redentor Messiânico. Uma pedra dá a entender que a obra expiatória de Cristo é a base sobre a qual Israel e a Igreja são edificadas; sem Ele e os Seus méritos, não haveria nenhuma Igreja. Em Sião. O indicado lugar de revelação, o único lugar de divulgação do único Deus verdadeiro; e do sacrifício sangrento, o único caminho da salvação. Pedra já provada (lit., pedra de toque), isto é, uma pedra sem defeitos ou rachaduras. Cristo provou ser capaz de enfrentar as mais sutis e astuciosas tentações que Satanás podia colocar em Seu caminho. Pedra preciosa, angular. Ele vale mais que o mundo. Só Ele faz a diferença entre o céu eterno e o inferno eterno para o pecador. Não foge. Antes, não fica nervoso ou alarmado (cons. I Pe. 2:6).
17. O falso fundamento dos sábios do mundo teriam de ser violentamente varridos na catástrofe da invasão assíria, e o tratado da aliança feito por Judá se comprovada ser um refúgio falso.
18. A vossa aliança com a morte. A aliança com a Assíria seria anulada quando o governo assírio se voltasse contra Judá para tratá-la como um inimigo subjugado. Então Judá se juntaria a uma conspiração de revolta contra Sargão, mas mais especialmente contra Senaqueribe, quebrando assim solenes juramentos de fidelidade ao governo assírio.
19. As incursões punitivas dos assírios seriam periódicas e de intensidade crescente, até a terrível campanha de 701.
20. A cama será tão curta. Mesmo com a ajuda do Egito, os recursos de Judá seriam desgraçadamente insuficientes para enfrentar a pressão da Assíria.
21. Monte Perazim. O lugar onde Davi, com a ajuda de Deus, derrotou os filisteus (lI Sm. 5:20). Mas agora esse poder de Jeová seria voltado contra Seus próprios filhos da aliança – ato inaudito, ao qual Deus foi competido por causa de sua desobediência.

23-29. A situação de Judá está exposta como uma parábola. O fazendeiro não passa o arado por prazer, mas antes a fim de preparar a terra para a pretendida semeadura. Assim também Deus prepara o Seu jardim para a lavoura que pretende cultivar – da justiça de um povo santo. Para tal fim Deus tem de empregar a força cortante e esfaceladora dos juízos disciplinantes, perfeitamente ajustados às necessidades espirituais de Israel, exatamente como o fazendeiro (usando a inteligência que Deus lhe deu) usa os devidos instrumentos debulhadores para cada tipo de grão.

Interpretação de Isaías 29






Isaías 29
Sermão II. O Desastre Aguarda os Hipócritas. 29:1-24.

Interpretação de Isaías 29
1-4. Os descuidados judeus tinham de ser humilhados e chamados à sobriedade diante de Deus. Ariel (E.R.C.), que significa Lareira de Deus, é um nome simbólico para Jerusalém, dando a entender que o fogo do juízo divino queimaria lá (quando os invasores espalhassem o fogo e a devastação até os seus portões). Deixai as festas que completem o seu ciclo e não que matem os sacrifícios (AV). Os judeus eram fiéis na celebração das festas da Páscoa, do Pentecostes e dos Tabernáculos todos os anos, ainda que com mãos culposas, sem arrependimento.
3. Cercar-te-ei. Por meio da instrumentalidade dos assírios em 701.
4. Desde o pó. Jerusalém seria colocada em abjeta humilhação e extrema posição de súplica.
5-8. Como sonho... será a multidão de todas as nações. O Senhor subitamente dispersaria e destruiria esses pagãos assediadores. Os exércitos de Senaqueribe interromperam o cerco para lutar contra os egípcios em Elteque. Foi na volta desta sua campanha vitoriosa que este golpe devastador predito por Deus aqui, caiu sobre eles. A perda de 185.000 homens em uma só noite foi como a devastação destruidora de uma tempestade ou de um redemoinho fortíssimo. Para os judeus o súbito desaparecimento do inimigo seria como o esmaecer de um pesadelo quando aquele que sonha desperta de seu torturado sonho.
9-12. Uma reprimenda aos patrícios espiritualmente cegos de Isaías.
9. Estatelai-vos, e ficai estatelados, cegai-vos e permanecei cegos; bêbedos então... Tal como o beberrão teria evitado sua condição de embriaguez abstendo-se do álcool, assim aqueles que a si mesmo se cegaram com a loucura do pecado e incredulidade, esquivaram-se de sua condição.
10. O Senhor... fechou os vossos olhos. Cegueira judicial foi o resultado natural de terem inicialmente fugido da vontade de Deus revelada. Até mesmo os profetas profissionais perderam o contato com Deus e já não recebiam dEle nenhuma mensagem.
11. De um livro selado. A Bíblia e os oráculos dos profetas verdadeiros e fiéis de Deus permaneceram incompreensíveis e irrelevantes aos "homens modernos" do século oitavo, que achavam que trilham avançado além dos seus antepassados na sua submissão fora de moda à autoridade da revelação de Deus. Não tendo portanto nenhuma autoridade fora de si mesmos e do seu raciocínio, não viam nem pé nem cabeça na mensagem de Deus para eles através das Escrituras.
13-16. Estes versículos anunciam a sentença divina de cegueira judicial sobre todos aqueles que se iludiam com piedade simulada ou submissão dissimulada. Simples mandamentos de homens. Um simples princípio intelectual ensinado pela filosofia moral não é um substituto satisfatório para a verdadeira submissão do coração. O seu temor para com#o, ou piedade, era uma simples forma artificial, que não partia de um sincero amor a Deus sem segundas intenções. Qualquer noção de verdade espiritual que ainda tivessem lhes seria tirada até que ficassem sem nada além do agnosticismo estéril ou superstição pagã.
15. Escondem profundamente o seu propósito. Os judeus viviam fazendo intrigas secretas com seus aliados pagãos, para cujo poderio militar eles olhavam com esperanças de livramento, quando deviam fazê-lo para Jeová.
16. Que perversidade a vossa! Eles tentavam inverter os verdadeiros valores, colocando o homem no alto da escada e Deus em baixo, supondo que a coisa criada tivesse mais valor que o criador. Mas Deus não ficaria sujeito ao julgamento mesquinho do homem nem toleraria seu comportamento como se ele existisse de si próprio, independentemente da vontade divina.
17-24. Uma profecia da final remoção da cegueira de Israel.
17. Líbano provavelmente representa o homem em seu orgulho. O orgulhoso será abatido; mas por causa desta humilhação, o arrependimento resultante faria o solo desobstruído brotar como um jardim frutífero ou um pomar (karmel). Mas aqueles que agora produzem os frutos da justiça poderão mais tarde, por causa da falta de cuidado e negligência, reverter para uma floresta desordenada.
18, 19. Deus promete um reavivamento em Israel, centralizado nos humildes e pobres do rebanho do Senhor. Então a cegueira e a surdez espirituais cederão lugar a uma prontidão para com as gloriosas verdades do Evangelho, e o resultado será um grupo alegre e cantante de crentes.
20, 21. Os que cogitam da iniquidade. Os materialistas rudes e inescrupulosos que dominavam a vida econômica e política de Israel deviam receber sua justa retribuição e serem removidos do reino de Deus.

22-24. O Redentor certamente fará executar o Seu plano perfeito para Israel, moldando os israelitas em um povo piedoso e reverente, depois que tiverem se arrependido e aberto os seus corações às verdades de Cristo.

Interpretação de Isaías 30


Isaías 30
Sermão III. Confiança no Egito Versus Confiança em Deus. 30:1-33.

A. A Futilidade da Aliança com o Egito. 30:1-17.
Interpretação de Isaías 30
1-5. Aqui o Senhor pronuncia uma maldição sobre aqueles que buscam conselho humano em vez de divino, e seguem as regras da sabedoria do mundo. A aliança (E.R.A.; conselho, E.R.C.). Uma aliança secreta com o Egito para se desvencilhar do jugo da Assíria (uma política na qual Ezequias foi insensatamente atraído com a morte de Sargão, 705 A.C.).
4. Os príncipes. Os nobres judeus incluídos na embaixada enviada à corte egípcia, que dirigiu as negociações em Hanes (a antiga Hwtnn'-nsw egípcia – "Casa do filho do rei" – Heracleópolis), 80 quilômetros ao sul de Mênfis, como também em Zoã (ou Tanis) a noroeste de Delta.
6-17. O Senhor aqui condena a embaixada ao Egito.
6. A Besta do Sul (ou Neguebe, o extremo sul de Judá, que se liga ao deserto do Sinai). Aquele que levava os enviados judeus e seus presentes destinados ao rei do Egito (Sabaca). O Neguebe é, certamente, a terra onde essas criaturas barulhentas viviam.
7. Gabarola significa "insolente arrogância". Que nada faz. Mais literalmente, estão assentados; isto é, são indolentes.
8. Isaías devia inscrever em uma tabuinha, como num registro público, que Deus estava aborrecido com o povo de Judá que rejeitava a Sua palavra e pretendia esmagá-lo totalmente por causa de sua desobediência teimosa.
10. Dizei-nos coisas aprazíveis. É muito atualizada esta exigência da congregação a que seus dirigentes temperem suas mensagens de acordo com os desejos e preferências do povo, e que não preguem alguma doutrina pouco popular derivada da Palavra de Deus.
11. Não faleis mal do Santo de Israel. Eles não queriam mais ouvir sobre o Deus da Bíblia, mas apenas sobre um Deus de amor injusto que não os perturbaria seriamente quando andassem buscando seus próprios desígnios e desejos.
13. A parede de obstinação que edificaram para sua proteção entrada subitamente em colapso sobre eles e os esmagaria mortalmente.
14. Deus despedaçaria sua iniquidade (ou o muro que a simbolizava) como se fosse um vaso de barro.
15. Não o quisestes. Por intermédio dos seus profetas Deus os tinha advertido a que "retornassem" para Ele ; isto é, a que se arrependessem, e a que "descansassem" ou confiassem nEle, pois então Ele os libertaria do jugo da tirania do senhorio assírio. Mas eles preferiram depender dos carros egípcios, como se os cavalos e não o forte braço do Senhor dos exércitos pudessem garantir-lhes a vitória. Nos problemas que estavam para enfrentar, despojados do favor divino, eles não seriam nem sequer capazes de resistir a uma força inimiga que eles excederiam em número de mil para um (v. 17) e só alguns poucos refugiados esparsos sobreviveriam.

B. Conforto para o Povo de Deus Castigado e Arrependido. 30:18-26.
18. Por isso o SENHOR espera. Apesar da falta de fé da nação como um todo, Jeová tratava os israelitas com paciência (e não os destruiria totalmente) até que um remanescente penitente se voltasse com fé para Ele; pois Ele prazerosamente demonstrada neles as riquezas de Sua bondade e graça. Aqueles crentes perseguidos e altos que olhavam para Ele à espera de livramento veriam um dia o juízo que Ele infligiria aos ímpios.
19. O povo habitará em Sião. O propósito final para o Seu povo é que possa habitar em segurança e paz na santa cidade. Por isso tinha de prepará-los e ensiná-los (traduza Mestre no v. 20 e não mestres) através de aflição e provações, dando-lhes orientação certa para cada passo, impedindo que se desviassem. Assim, através do sofrimento Ele levaria Israel a desprezar seus falsos deuses, que não podiam salvá-los do desastre (v. 22) e a abjurar totalmente a idolatria.
23-26. Evidentemente uma das glórias do Milênio (uma vez que este tipo de prosperidade não é adequada à existência celestial).
25. No dia da grande matança refere-se ao Armagedom, quando os baluartes dos perversos terão se desfeito em ruínas. A luz intensificada de 30:26 é símbolo do glorioso livramento e paz que haverá quando o reino de Davi for estabelecido sobre a terra.

C. Destruição do Poder Mundial. 30:26-33.
27, 28. O profeta descreve, com rico simbolismo, a terrível devastação a ser executada sobre as nações rebeldes da terra no último grande conflito, um sinal da qual seria a imediata destruição do exército de Senaqueribe. Mas mesmo quando essas taças da ira divina estivessem sendo derramadas sobre o mundo perverso, o redimido povo de Deus habitaria em paz e alegria, reconhecendo que Ele está operando Seus propósitos de justiça e vindicando a autoridade de Sua santa lei diante dos anjos e homens. Os tamborins e as harpas de 30:32 constituem a orquestra que fada ecoar louvores ao Senhor em Jerusalém quando o exército assírio fosse destruído de maneira sobrenatural.

33. Tofete (E.R.C.). O nome de um lugar onde se adorava Moloque no Vale dos Filhos de Hinom, exatamente do lado de fora da extremidade sudoeste de Jerusalém. Ali, judeus idólatras, desde o tempo de Acaz, executavam abomináveis sacrifícios de crianças (II Reis 23:10), utilizando fornos especiais com este propósito. Possivelmente o rei aqui mencionado não é o rei da Assíria (pois Senaqueribe não teve um rim assina), mas antes Moloque, o deus-rei. Uma fornalha ou o Tofete da destruição estava sendo preparado para a Assíria semelhantemente à fornalha dos sacrifícios no Vale de Hinom. Talvez deva-se entender aqui o fogo do inferno do juízo final.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014


Interpretação de Isaías 21 e 22





Sentença VII. A Babilônia Será Derrotada e Seus Ídolos Destruídos. 21:1-10.
Interpretação de Isaías 21 e 22
1. O deserto do mar. A planície aluvial da Babilônia, formada pelo Eufrates e o Tigre com seus diversos tributários. Numerosos pântanos e lagos pouco fundos sempre se formavam quando os canais de drenagens eram negligenciados ou ficavam avariados.
2. O pérfido... destruidor (comerciante) aqui mencionado é a Babilônia caldaica, amadurecida para o juízo. Elão. Pérsia. O Elão era mais conhecido como Pérsia no tempo de Isaías, e foi mais tarde incorporado ao território da Pérsia propriamente dita.
3,4. Para um homem com a natureza compassiva de Isaías, a visão da sangrenta carnificina nas cidades invadidas da Babilônia, quando os exércitos de Ciro forçavam o caminho para a Capital, teve um efeito profundamente perturbador, como o de um terrível pesadelo.
5. Na visão profética ele viu os príncipes da Babilônia, descuidados em seu falso sentimento de segurança, banqueteando-se com Belsazar.
7. Uma tropa. Contingentes da cavalaria e homens a camelo eram pane característica dos exércitos medo-persas.
8. Então gritou como um leão. Tão intenso foi o sentimento do atalaia profético.
9. Este é o primeiro pronunciamento de juízo sobre a civilização degenerada e idólatra que a Babilônia representava; a última se encontra em Apocalipse 14 e 17.
10. Isaías viu a Babilônia totalmente derrotada e batida, como trigo sobre a eira.
Sentença VIII. Derrota de Edom; Vitória de Israel. 21:11,12.
11. Dumá. Edom. Ao que parece um jogo de palavras agourento, segundo o qual a sílaba principal do nome se encaixa em uma palavra que significa silêncio (usado em relação ao reino dos mortos no Sl. 94:17; 115:17). Isaías, como o atalaia, anuncia aos idumeus do Monte Seir que a manhã do livramento está ralando para Israel, mas a noite da derrota e da escravidão logo cairá sobre Edom. Que os idumeus, portanto, busquem a Jeová em arrependimento e fé.
Sentença IX. Dedã e Quedar Serão Derrotadas. 21:13-17.
Aliados aos filisteus, esses árabes do norte saquearam Jerusalém no reinado de Jeorão (cerca de 845 A.C.). Mais tarde foram derrotados por Uzias. Mas aqui são advertidos dos golpes mortais que receberiam dos assírios (como Senaqueribe, por exemplo) e dos caldeus (como Nabonidus, que fez de Tema sua segunda capital).

Isaías 22
Sentença X. Previsão da Queda de Jerusalém; Eliaquim Substitui Sebna. 22:1-25.
A. A mundana Jerusalém Será Destruída. 22:1-14.
Jerusalém está localizada sobre duas ou três colinas no meio de vales rodeados por notáveis cadeias de montanhas. Como cenário das revelações concedidas aos profetas de Deus, esse local foi apropriadamente intitulado o Vale da Visão. Os jerusalemitas, do alto dos telhados de suas casas, descortinariam a aproximação dos exércitos atacantes da Babilônia. Apesar do iminente perigo, os judeus se entregaram aos frívolos prazeres e à indulgência carnal. E se deparariam com a tragédia total. Seu rei (Zedequias) tentada inutilmente fugir da cidade. Destruição lamentável seria destinada à cidade e ao povo (v. 4).
5-11. O profeta dá detalhes do cerco que está por vir (589-587 A.C.), no qual os soldados súditos de Quir lutariam nas fileiras dos persas do Elão (cons. 21:2). Os arranjos materiais para a defesa da cidade (a refortificação das brechas e a guarda do precioso reservatório de água) seriam inúteis, porque os judeus se recusariam a confiar no seu Deus, sua única defesa garantida contra o mundo.
12-14. A insistência do Senhor a que se arrependessem foi recebida com cinismo e indulgência carnal crassa. Mas o amor paternal de Deus não pode ser assim tão espalhafatosamente ignorado e desprezado sem as mais severos conseqüências. Este oráculo deve certamente se referir ao começo da invasão de Senaqueribe, quando Judá errou e preferiu confiar na ajuda do Egito, enfrentando a vingança da Assíria. Foi preciso os horrores da invasão de 701 A.C. para fazer Jerusalém se arrepender e renovar sua submissão a Deus.

B. Um Corrupto Oficial Substituído por um Servo Público Piedoso 22:15-25.
À luz do contexto precedente, parece que podemos presumir que Sebna, o tesoureiro real, era um líder da facção pró-Egito nos conselhos de estado. Na confiança de que sua posição era segura, ele ordenou que lhe preparassem uma suntuosa tumba, não percebendo que poderia ser demovido de seu cargo, morrendo pobre em uma terra distante. (Em 701 ele foi realmente substituído por Eliaquim, de acordo com II Reis 18:18, embora ainda fosse secretário do serviço governamental.) Mas Eliaquim (Deus estabelecerá) era um verdadeiro e devotado seguidor de Deus e portanto representa o remanescente dos verdadeiros crentes que se opuseram à aliança com o Egito idólatra.
22, 23. A chave da casa de Davi refere-se à posição de alta confiança e influência que Eliaquim desfrutava como primeiro ministro de Ezequias (Ezequias era da dinastia de Davi). Sua posição era tão firme quanto uma estaca na parede de uma casa, e sua glória e prosperidade passariam à sua família e descendentes. Muitos interpretam o versículo 25 como uma predição da queda final de Eliaquim. Mas à vista do lugar firme do versículo 23 (o qual, certamente, foi declarado pelo próprio Deus) parece melhor entender isto como referindo-se não a Eliaquim, mas a outros que falsamente se supunham tão seguramente estabelecidos quanto ele, mas que não deram seus corações a Jeová como ele fizera, e que portanto um dia seriam destituídos.

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