segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Significado de Isaías 20

Significado de Isaías 20
Significado de Isaías 20

Isaías 20
20.1 — Tartã foi um dos três oficiais mais importantes do Império Assírio (2 Rs 18.17). Asdode era a cidade principal quando o faraó etíope Sabaco fomentou a rebelião contra Sargão II, rei da Assíria, em 713 a.C. Asdode foi derrotada por Sargão em 711 a.C. Uma inscrição que menciona o nome de Sargão foi encontrada recentemente em escavações na antiga Asdode.

20.2, 3 — Isaías abandonou o cilício, a veste do suplício espiritual, e passou a andar nu e descalço, sinais de exílio e de cativeiro. Servo. Veja uma ocorrência semelhante da palavra em Isaías 41.8. Três anos significa envolvendo três anos, um mínimo de 14 meses. Sinal e prodígio. Veja uma ocorrência semelhante em Isaías 8.18.

20.4 — Esar-Hadom, rei da Assíria, conquistou o Egito e cumpriu essa profecia em 671 a.C.

20.5,6 — Assombrar-se-ão e desta ilha aludem, provavelmente, às nações situadas à margem oriental do mar Mediterrâneo e que esperam ser salvas da Assíria pelo Egito. Entre elas está Judá. 

Significado de Isaías 21

Significado de Isaías 21
Significado de Isaías 21

Isaías 21
21.1-1 0 — O oráculo contra a Babilônia, após uma introdução enigmática (v. 1), consiste de uma visão onírica da queda da Babilônia (v. 2-9) e de sua importância para Judá (v. 10).

21.1 — A expressão deserto do mar pode ser uma paródia da Babilónia, cuja região sul, no golfo Pérsico, era chamada terra do mar.

21.2 — Elão, que ocupava parte grande da Pérsia, e a Média eram aliados em 700 a.C. Talvez fizessem parte do exército assírio (Is 5.26), e tivessem ajudado a concretizar a tomada da Babilónia, em 689 a.C., pois com certeza o haviam feito em 539 a.C. (Is 11.11; 13.17). Seu gemido pode ser uma alusão ao sofrimento que a Babilónia causou a outros povos ou ao seu próprio gemido sob a opressão assíria.

21.3 — Talvez Isaías esteja atribulado por causa da notícia da queda da Babilónia, pois isso significa que a Babilónia não poderá prestar nenhum auxílio a Judá para se livrar dos assírios.

21.4 — Embora Isaías desejasse a queda da Babilónia, ele teme as consequências que isso terá para Judá.

21.5 Isaías convida os príncipes da Babilónia para comer e beber, mas também os convida a untar o escudo, preparando-se para a batalha (Dn 5).

21.6 — Senhor aqui significa amo. A sentinela provavelmente é Isaías.

21.7 — Um bando de jumentos provavelmente significa pessoas montadas em jumentos, e um bando de camelos talvez signifique pessoas montadas em camelos. O exército persa usava jumentos e camelos.

21.8,9 — De dia [...] noites inteiras são expressões que sugerem continuidade — uma demonstração da fidelidade de Isaías à sua missão.

21.10 — Malhada minha é uma metáfora para o castigo que sobrevirá a Judá.

21.11,12 — Esse breve oráculo contra Dumá, oásis ao norte da Arábia, consiste de uma nota editorial (v. 11), de um questionamento da Edom insone ao profeta acerca de quanto ainda durará a noite (v. 11) e da resposta enigmática de Isaías de que a noite acompanha o novo dia (v. 12).

21.11 — Dumá localizava- se na interseção da rota comercial leste-oeste, que se estendia da Babilônia a Edom com a rota norte-sul, que ia de Palmira a Edom. Dumá tinha um papel económico e militar crucial no relacionamento entre a Mesopotâmia e Edom, e seu destino afetou Edom gravemente. Seir é Edom (34.5-17; Gn32.3). Guarda é a patrulha noturna, que vigiava a cidade. A metáfora diz respeito ao profeta Isaías, que, como guarda nas muralhas, via a alvorada — a luz da salvação — a leste antes dos outros. Que houve de noite pode ser reformulado como: O que resta da noite.

21.12 — E, também, a noite. O futuro de Dumá é sombrio. A libertação do domínio assírio seria seguida, sem trégua, pelo domínio babilônico.

21.13-17 — O oráculo contra a Arábia, depois da introdução (v. 13), consiste de três partes:
(1) Isaías se dirige a Tema para pedir-lhe que receba e cuide dos refugiados das guerra árabes (v. 13- 15);
(2) o Senhor se dirige a Isaías, confirmando e elucidando a derrota da Arábia (v. 16,17);
(3) epílogo que confirma a veracidade da profecia (v. 17).

21.13 — Os viandantes dedanitas podem ser os refugiados do versículo 15. Dedanim distava cerca de 145km de Tema (v. 14).

21.14 — Tema ficava cerca de 320km a sudeste de Dumá (v. 11).

21.15 — A espada nua é a dos assírios e babilônios.

21.16 Quedar era uma região relativamente fértil na seção noroeste do deserto da Arábia, onde se situavam Dedanim e Tema (Is 60.7).Seus refugiados seriam levados a se embrenhar pelo deserto.


Significado de Isaías 22

Significado de Isaías 22
Significado de Isaías 22

Isaías 22
22.1-25 — Após a introdução (v. 1), o oráculo contra Jerusalém consiste de cinco partes:
(1) contraste entre a rebeldia cega de Jerusalém e a assombrosa visão de Isaías de seus governantes egoístas fugindo da cidade e abandonando-a ao saque (v. 1-4);
(2) visão detalhada de Isaías da derrocada da cidade (v. 5-8);
(3) Isaías indicia Jerusalém por confiar nas próprias defesas, em vez de no Senhor (v. 8-11);
(4) Isaías condena o comportamento da cidade, que festeja, em vez de arrepender-se (v. 12,13);
(5) visão final que confirma ser essa última apostasia a causa da destruição de Jerusalém (v. 14).

A visão, segue-se um exemplo da cegueira de Jerusalém em Sebna,  tesoureiro da cidade (v. 15-19), cuja fraqueza contrasta com a capacidade de seu sucessor, Eliaquim (v. 20-25).

22.1 — Peso. Veja um termo semelhante em Isaías 13.1. O vale da Visão é uma designação irónica de Jerusalém. O monte Sião é personificado sarcasticamente por seus vales, onde a visibilidade é nula. Em vez de festejar nos telhados, a cidade atribulada deveria ter ido ao templo orar.

22.2,3 — Na visão do profeta, os reis não são mortos à espada na defesa heróica da cidade, e sim depois de amarrados depois de tentarem fugir para salvar a própria pele (2 Rs 25.4-6).

22.4,5 — Filha do meu povo. Veja uma referência semelhante em Isaías 1.8.

22.6 ,7 — Quir é Elão. Os elamitas podem ter participado do exército assírio (Is 5.26). Portas. O mesmo exército que saqueou a Babilônia (Is 21.2) chegará às portas de Jerusalém.

22.8 — A casa do bosque é o arsenal da nação (39.2).

22.9-11 — A defesa das cidades dependia da disponibilidade de águas dentro de seus muros. Ezequias resolveu esse problema cavando um túnel sob a cidade, conectando o viveiro inferior do vale a sudoeste de Jerusalém com o viveiro velho, a fonte de água a leste do vale.

22.12,13 — Vos convidará naquele dia ao choro, e ao pranto [... ] Mas eis aqui gozo e alegria. Deus exige arrependimento e renovação, mas o povo prefere farrear e divertir-se.

E come-se [...] e bebe-se. As vezes, essa reação é adequada à adversidade (Ec 2.24; 3.13), mas usar a comida, a bebida e os prazeres mundanos para esquivar-se da justiça diante do Senhor é uma atitude desastrosa (Lc 17.26-29).

22.14 — Não será expiada. Quando a pessoa rejeita a salvação que vem do Deus vivo, não lhe resta outra forma de salvar-se.

22.15-19 — A mensagem de Isaías contra Sebna, representante da liderança cega e egoísta, divide-se em quatro partes:
(1) fórmula profética de apresentação (v. 15a);
(2) acusação contra Sebna por tentar celebrizar-se na morte (v. 15,16), seguida pela sentença de morrer na penúria (v. 18,19);
(3) descrição do tesoureiro ideal, exemplificado por Eliaquim (v. 20-24), seguida pelo anúncio de que ele também deve perecer (v. 25a);
(4) fórmula profética de encerramento (v. 25b).

22.15 — Mordomo e tesoureiro era o oficial de alto escalão responsável por cuidar do rei e de seus domínios.

22.16 — Aqui é Siloé, no lado leste do vale de Cedrom, com vista para a cidade de Davi. Cavando para si uma sepultura em lugar alto, Sebna rivaliza com o rei (2 Cr 16.14), para quem ele deveria ter sido como um pai (v. 21).

22.17 — Te arrojará. Um túmulo não defende ninguém da ira de Deus.

22.18,19 — A terra larga é a Assíria. Te arrancarei. Sebna foi rebaixado a secretário na época do cerco assírio (Is 36.3,22).

22.20 — Eliaquim é o oficial que Deus honrará no lugar do arrogante Sebna (v. 15).

22.21 — O pronome tua refere-se a Sebna (v. 15). A palavra pai sugere o amor altruísta de Eliaquim pelos cidadãos de Jerusalém.

22.22 — Um prego evoca a ideia de alguém que está firme no lugar, uma pessoa de confiança (mas leia Is 22.25). O trono de honra sugere que Eliaquim honrará a memória da casa de seu pai, contrastando-se com a vergonha que Sebna fez seu amo passar (v. 18).

22.24 — Todos os vasos é metáfora para todos os habitantes, tantos os influentes quanto os mais humildes.

22.25 — O prego pregado em lugar firme parece ser uma referência a Eliaquim (v. 20). Nem mesmo o nobre Eliaquim será capaz de suportar a carga do governo. Só o Emanuel poderá fazê-lo (Is 9.6,7).


Léxico Grego do Novo Testamento

Léxico Grego do Novo Testamento [BAIXAR] [PDF]


O Léxico Grego do Novo Testamento de Edward Robinson veio para suprir uma grande necessidade que temos em nossa teologia brasileira. Léxicos gregos são essenciais para o amadurecimento na compreensão do texto bíblico do Novo Testamento. Léxico Grego do Novo Testamento de Edward Robinson, embora conciso, traz uma ajuda inestimável para a exegese grega e para tal agradecemos a CPAD por tal contribuição. Se desejar adquirir o Léxico Grego do Novo Testamento de Edward Robinson, acesse o link: COMPRAR

Léxico Grego do Novo Testamento [BAIXAR] [PDF]
Edward Robinson (10 de abril de 1794 - 27 de janeiro de 1863) foi um estudioso bíblico americano. Seu trabalho em Geografia Bíblica e Arqueologia Bíblica feitos na região da Palestina comprou-lhe a posição de "Pai de Geografia bíblica" e "fundador da Palestinologia moderna."

Significado de VIRGEM em Grego

Significado de VIRGEM em Grego
Significado de VIRGEM em Grego

A. Substantivos.

1. Iiodos, “caminho, estrada, trilha”, usado para se referir ao caminho do viajante, “viagem, jornada” (Mt 10.13; Mc 6.8: Lc 9.3; 11.6); em Lc 2.44, “caminho de um d ia ” (provavelmente a Beerote, cerca de 10 quilômetros ao norte de Jerusalém); em At 1.12, “do caminho de um sábado”, ou seja, a viagem que um judeu podia fazer no dia de sábado, a saber, aproximadamente 1.830 metros ou côvados (a estimativa varia). O regulamento não era lei mosaica, mas tratava-se de uma tradição rabínica, fundamentada numa exposição de Êx 16.29 e uma comparação da largura do subúrbio de uma cidade levita. conforme está ordenado em Nm 35.4,5, e a distância entre a arca e o povo na travessia do rio Jordão (Js 3.4). Com respeito a At 1.12, não há discrepância com Lc 24.50. onde temos “até Betânia“ . o que não fixa o ponto exato da ascensão.

Veja CAMINHO. JUNTO AO CAMINHO.

2. hodoiporia, “ viagem, jornada, caminhada" (formado do n° 1. e poros, “caminho, passagem"), é usado acerca da jornada do Senhor a Samaria (Jo 4.6), e das jornadas de Paulo (2 Co 11.26). Contraste com B, n° 3.

Nota: Em Lc 13.22. o substantivo poreia, “viagem. jornada. ida“ (cf. poros, n° 2, acima), traduzido por “caminhando”, é usado com o verbo poieõ. “fazer”, com o significado “viajar", literalmente, "fazendo I para Si mesmo, voz média] um caminho, viajando". Em Tg 1.11, “caminhos". Veja CAMINHO!

B. Verbos.

1. poreuomai é usado na voz média no Novo Testamento, com o significado de “ir, prosseguir, ir no caminho"; é encontrado em At 9.3; 22.6; 26.13; Rm 15.24 (na primeira parte, “irei"; na segunda parte, “seja encaminhado", veja o n° 2). Veja IR, n° 1.

2. diaporeuõ, “carregar por. continuar”, é usado na voz passiva com o significado de “passar, viajar por", e traduzido em Rm 15.24 por “seja encaminhado", literalmente, “viajando por”; em Lc 18.36, “passar". Veja IR, n° 4.

3. hodoiporeõ, “viajar, jomadear” (cognato de A. n° 2), é encontrado em At 10.9.1.

4. hodeuõ, “estar de caminho, viajar" (derivado de hodos, “caminho"), a forma mais simples dos verbos que denotam “viajar", é usado na Parábola do Bom Samaritano (Lc 10.33).!

5. sunodeuõ, formado de sun, “com", e o n° 4. “viajar com”, ocorre em At 9.7.1 Na Septuaginta, consulte Zc 8.21.1

6. euodoõ, “ajudar no caminho” (formado de eu. “bem”, e hodos, “caminho”), é usado na voz passiva com o significado de “ter uma viagem próspera" (Rm 1.10); a tradução “que eu seja próspero" expressa corretamente o uso metafórico que o verbo adquiriu, sem referência a uma “viagem” (veja 1 Co 16.2; 3 Jo 2).!

7. propempõ, “enviar antes ou adiante’* (formado de pro. “antes de", e pempõ. “enviar”), também significa “pôr-se à frente em viagem, escoltar, acompanhar” (1 Co 16.6; Tt 3.13 e
3 Jo 6). Veja ACOMPANHAR. CAMINHO. CONDUTA.

8. apodemeõ denota “ir em viagem para outro país. ir ao estrangeiro” (Mt 21.33:25.14.15; Mc 12.1; Lc 15.13: 20.9). Veja PAÍS.! Nota: Quanto ao adjetivo apodemos, que ocorre em Mc 13.34, “partindo para fora da terra”, veja PAÍS.