• Orígines e Sua Importância na Igreja

    “O grande mestre da Igreja depois dos apóstolos.” Foi assim que Jerônimo, tradutor da Bíblia Vulgata latina, se referiu a Orígenes, um teólogo do terceiro século. Mas nem todos estimavam tanto a Orígenes. Alguns o consideravam uma raiz do mal de onde se originavam as heresias [...]

  • Antropologia do Novo Testamento

    O lugar das pessoas na atividade de criação de Deus é comparado a seu lugar na Sua atividade de redenção. O Novo Testamento insiste em que as pessoas não tinham aceitado a responsabilidade dada em Gênesis 1:29-30. É igualmente insistente que a alta estima de Deus para com o homem não diminuiu [...]

  • Significado de GEENA na Bíblia

    GEENA. A forma Gr. do Heb. gē–hinnom, “”vale de Hinom” (Jos. 15:8; 18:16); também chamado Topheth (II Rs 23:10). A forma Gaienna ocorre na LXX em Jos. 18:16b. A palavra é usada como nome metafórico do lugar de tormento dos ímpios, após o julgamento final [...]

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

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Leitor KINDLE para PC da AMAZON


Os ebooks estão tomando conta do mercado de livros não apenas no Brasil, mas sim no mundo. Para aqueles que ainda não sabem, a gigante dos livros Amazon disponibiliza vários ebooks gratuitos, assim como livros com descontos imperdíveis. A Amazon, investindo forte no mercado, criou seu próprio leitor de livros digitais, chamado de KINDLE, que se tornou imbatível no ramo de livros eletrônicos. Mas para ler os livros publicados não precisamos ter o aparelho kindle, nem tablete, ou qualquer outro dispositivo, pois é possível baixarmos uma versão para computador onde podemos fazer o download imediato de milhares de livros digitais e lê-los em nosso próprio PC. Para baixar, basta seguir este link: KINDLE PARA PC

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

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EXPLICAÇÃO, SIGNIFICADO, EFÉSIOS, carta, 6
6.1-4 - Esse trecho tem o belo equilíbrio que esperamos encontrar na Palavra de Deus: os filhos devem obedecer aos pais, e os pais devem tratar os filhos de tal modo que estes se submetam aqueles. Os filhos devem obedecer aos pais por amor a Cristo, mesmo que os pais não sejam cristãos. Honrar pai e mãe e o único dos Dez Mandamentos que e seguido por uma promessa (Dt. 5.16) e respalda essa ideia. Sem dúvida, os filhos cristãos não devem fazer nada imoral, ainda que os pais ordenem que façam. Nesse caso, os filhos devem obedecer a Deus, e não aos homens (At. 5.29). Os pais, por sua vez, não devem ser excessivamente severos com os filhos nem ridicularizá-los: não provoqueis.

6.5 - Grande parte da população do império romano era de servos ou escravos. Essas pessoas eram consideradas meros bens e podiam sofrer abusos e até ser mortas por seus senhores sem nenhuma investigação do Estado. Em contrapartida, a despeito das funções distintas, na Igreja, os senhores ricos e seus escravos partiam o pão juntos e comiam-no a mesa do Senhor, como pessoas com o mesmo valor. Sem duvida, alguns escravos eram lideres espirituais com dons e ministravam a Palavra a pessoas que estavam muito acima deles na escala social.

6.6 - Não servindo a vista. Servos e senhores devem servir fielmente a Cristo, mesmo quando ninguém esta observando. Afinal, Deus vê tudo o que fazemos [e lhe prestaremos contas].

6.7 - Como a qualidade de nosso trabalho seria melhor se o fizéssemos em dedicação ao Senhor!

6.8 - A expressão recebera todo o bem que fizer se refere as recompensas futuras (Cl. 3.23-25) que serão dadas por Deus aqueles que aqui nesta terra tiverem vivido de acordo com a Sua Palavra e, por meio de suas ações e palavras, tiverem dado testemunho de Seu evangelho.

6.9 - Os senhores cristãos não devem fazer ameaças aos seus servos, mas devem lembrar-se de que eles também são servos de um Senhor no céu muito superior, que e totalmente justo. O Senhor que esta no céu e muito superior e totalmente justo.

6.10-20 - Esta passagem e uma das mais conhecidas e mais gratificantes de todo o Novo Testamento. Paulo provavelmente teve muito tempo para observar as partes da armadura de um soldado romano; afinal, por um longo período ele foi vigiado por um guarda durante sua prisão domiciliar em Roma.

6.10 - Fortalecei-vos também poderia ser traduzido por sede feitos fortes. A voz passiva do verbo no original grego sugere que nos mesmos não podemos fazer isso; só podemos ser fortalecidos pela graça do Senhor em nos, por meio de nossa fé que coopera com Ele.

6.11 - Toda a armadura de Deus e a proteção do cristão contra o mal e o maligno. Paulo usou a armadura usada pelo soldado romano em combate como uma alegoria da proteção espiritual que o cristão desfruta, tendo a salvação, a justiça, o evangelho e a Palavra, a fé, a paz como poderosas armas a sua disposição para combater o bom combate e vencer. Ciladas do diabo são truques sutis de Satanás para enganar e enredar os cristãos na guerra espiritual (2Co. 11.3).

6.12 - Nossa verdadeira batalha não e contra seres humanos, mas contra os seres espirituais, demoníacos, que estão operando no mundo espiritual e por intermédio de pessoas que não se submetem a Cristo, embora elas talvez nem tenham consciência disto.

6.13 - Para alguns, o dia mau e uma referência ao final dos tempos, quando o maligno iniciara uma campanha violenta contra Cristo e Seu exército. Uma visão mais comum e que qualquer luta espiritual na vida de um cristão pode estar em questão aqui.

6.14 - Os versículos 14-17 apresentam as seis “pecas” da armadura espiritual. Quatro são mencionadas de modo especifico, mas o cinturão e as sandálias estão implícitos. Tendo cingidos os vossos lombos com a verdade. Os soldados cingiam-se com um cinto, do qual pendiam tiras de couro para proteger a parte inferior do corpo. A verdade e considerada fundamental por Paulo (Ef 4.15,25), porque um cristão desonesto não pode esperar resistir ao pai da mentira, o diabo. A verdade em questão aqui também e a integridade, demonstrada por meio da autenticidade e honestidade.

E vestida a couraça da justiça. Nos tempos romanos, a couraça, feita de couro duro ou metal, envolvia o corpo todo do soldado, para que todo o tórax dele [onde estão concentrados os órgãos vitais] fosse protegido. A justiça que a couraça representa e tanto a justiça de Cristo, imputada a todos os cristãos, como as boas obras dos cristãos.

6.15 - Calcados os pês na preparação do evangelho da paz. Os pês de um soldado romano eram calcados com sandálias duras, de couro, que tinham tachas. Paulo usou essa imagem para representar a preparação do evangelho da paz Isso pode significar que o evangelho e o firme fundamento no qual os cristãos devem apoiar-se, ou que o soldado cristão deve estar preparado para seguir o evangelho e levá-lo por onde andar, para propagá-lo.

6.16 - Tomando sobretudo o escudo da fé. Sobretudo pode significar que o escudo deve ser usado contra tudo, mas também que ele deve proteger toda a armadura. Normalmente, o escudo de um soldado romano media cerca de 80 cm por 120 cm. O escudo do cristão oferece proteção contra todos os dardos inflamados do maligno. As flechas com fogo não podiam atravessar o escudo do soldado da Roma antiga, nem os ataques de Satanás podem penetrar o coração e a mente do cristão que deposita sua fé em Deus.

6.17 - O capacete da salvação. O capacete romano de modelo complexo protegia a cabeça do soldado e também o fazia parecer mais alto e imponente. A espada do Espírito e arma de defesa e de ataque para o cristão. E a Palavra especifica que precisamos desembainhar numa determinada situação para combater um golpe desferido contra nós e desarmar nosso oponente, fazendo-a penetrar nele. Para ter a Palavra precisa a mão, o cristão deve conhecer intimamente toda a Bíblia e saber manejá-la, usá-la bem.

6.18-20 - Paulo, um homem de oração (Ef. 1.15-23; 3.14-21), termina esta grande seção de sua carta para os cristãos de Éfeso com uma exortação para que se dediquem a oração.

6.18 - Sem a oração, toda a armadura seria inútil para os filhos de Deus. As orações gerais e as petições específicas no Espirito devem ser feitas por todos os cristãos e em todas as ocasiões, o que significa que eles devem manter-se orando em todo tempo. Eles devem lembrar-se ainda de que, além das orações, perseverança e paciência são essenciais.

6.19 - O apóstolo Paulo não se envergonhou de pedir aos outros cristãos que orassem para que ele tivesse a coragem e oportunidade de anunciar o evangelho. Mesmo estando na prisão, ele queria continuar a ser uma testemunha fiel do Senhor.

6.20 - Paulo era um embaixador em cadeias do evangelho de Cristo em Roma. Sua oração era para que ele pudesse falar livremente, como convém falar um embaixador do Rei dos reis.

6.21-24 - Os últimos versículos de Efésios revelam o apreço de Paulo pelo ministério de outros, especialmente o ministério de Tiquico (Cl 4-7). O fato de esta carta não terminar com saudações pessoais, como outras epístolas de Paulo (Rm 16), pode indicar que essa era uma carta circular, destinada a varias igrejas em torno de Éfeso. Sinceridade também poderia ser traduzida por sem corrupção.



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domingo, 3 de agosto de 2014

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EXPLICAÇÃO, SIGNIFICADO, EFÉSIOS, carta, 5
5.1, 2 - Os cristãos devem seguir o exemplo de Deus, que nos amou quando ainda éramos Seus inimigos. Como imitadores do Senhor, os cristãos devem demonstrar esse mesmo amor e negar a si mesmos.

5.3 - A cidade de Éfeso, com seu templo pagão dedicado a Diana (At 19.23-31), e uma alegoria da nossa sociedade, entregue a imoralidade sexual e a ganância desenfreada. Paulo advertiu os cristãos em Éfeso para que evitassem essas concupiscências.

5.4 - A vida cristã não deve ser degenerada por torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, pois essas coisas não honram a Deus nem redundam em graças a Ele pela nossa redenção.

5.5 - Em muitos círculos religiosos, a falta de princípios morais revela a contradição a Palavra de Deus. O impuro e ganancioso não terá herança no Reino.

5.6 - Observe o comentário sobre a expressão filhos da desobediência em Efésios 2.2. A ira de Deus esta sobre aqueles cujas praticas pecaminosas são mencionadas em Efésios 5.5.

5.7-10 - O cristão passou das trevas (o reino do pecado e do diabo) para a luz (o reino da justiça). Quando Paulo utiliza o verbo andar (andai), esta dizendo que os cristãos devem mudar seu modo de pensar, sentir, agir e comportar-se, para que sejam condizentes com a posição que agora ocupam em Cristo (Rm. 12.2).

5.11 - Não comuniqueis aqui implica não ter comunhão com as obras mas de pessoas mas, não participar da maldade delas. Condenai-as. Reprovamos as obras mas quando as evitamos e fazemos com que os outros saibam como Deus se sente com relação a elas.

5.12, 13 - Em oculto. O versículo 12 proíbe veementemente os cristãos de cederem a preocupação moderna de examinar os mistérios sombrios de coisas malignas, como o ocultismo, o espiritismo, a astrologia e outras práticas satânicas (veja Dt. 18.9-22).

5.14 - Desperta, o tu que dormes. Esse clamor pode ser um trecho de um hino cristãos do primeiro século ou uma reflexão original de Paulo ao fazer alusão a Isaías 26.19, a uma promessa da salvação de Deus que haveria de manifestar-se.

5.15 - Andar prudentemente significa pisar com cautela. Devemos observar por onde andamos para não termos contato com influências indesejáveis.

5.16 - Remindo o tempo significa aproveitar bem o tempo e as oportunidades que Deus nos da para servir-lhe. Cada um de nos tem um tempo limitado neste mundo, e Paulo exorta-nos a usar o máximo possível desse tempo, da melhor forma possível, para promover os objetivos de Cristo.

5.17 - Não sejais insensatos, mas entendei. Discernir a vontade do Senhor não e uma questão de sentimento ou emoção, mas de entendimento [racional] e discernimento [espiritual]. Para tal, e necessário aplicar nossa mente a compreensão das Escrituras.

5.18 - Assim como a pessoa embriagada com vinho esta sob o efeito do álcool, o cristão cheio do Espírito e controlado pelo Espirito Santo. Enchei-vos. Encher-se indica uma ação que vai além de receber o selo do Espírito Santo (Ef. 1.13). Selar e uma ação feita por Deus no momento de nosso novo nascimento. O tempo e o modo do verbo grego traduzido como enchei-vos [imperativo afirmativo] indica que a ação no presente de encher-se pode ser repetida, acontecendo em vários momentos. E algo que Paulo ordena que os cristãos de Éfeso façam. Em outras palavras, nem todos os cristãos são cheios do Espírito, mas todos foram selados com o Espírito quando se entregaram a Cristo (Ef. 4.30).

5.19 - Cantar e salmodiar ao Senhor e uma das praticas naturais de quem e cheio do Espirito. Alguns estudiosos acreditam que as três formas de musica mencionadas por Paulo neste versículo se referem as partes diferentes do livro de Salmos. A maioria, porem, crê que essas palavras se referem a três categorias mais amplas: (1) os 150 salmos no saltério, além de outros poemas no estilo dos salmos ao longo de toda a Escritura; (2) hinos, composições dirigidas a Deus, como os hinos da Harpa; (3) cânticos espirituais, canções inspiradas sobre a experiência crista.

5.20 - Dando sempre graças por tudo. Quando realmente crermos no que e dito em Efésios 1.11, teremos muito menos dificuldade para entender Efésios 5.20.

5.21-22 - O versículo 21 completa a ideia dos versículos anteriores (v. 18-20), que falam sobre como ser cheio do Espirito pode manifestar-se na vida do cristão. Ele também introduz a próxima seção (Ef. 5.22—6.4), sobre como os membros de uma família crista devem relacionar-se uns com os outros. Sujeitando-vos. A palavra grega usada para sujeitando-vos não indica, neste contexto, que o individuo esta sob o controle absoluto de outra pessoa, mas que ele se coloca voluntariamente sob a autoridade de outra pessoa.

5.22-24 - Assim como Cristo não e inferior ao Pai, mas submete-se a Ele, as mulheres, embora sejam iguais ao seu marido enquanto pessoas, tem papeis diferentes na relação conjugal. A expressão ao Senhor revela que a submissão voluntaria da mulher provem de sua submissão primeva a Cristo,

5.25 - Maridos, amai. Paulo não enfatiza a autoridade do marido; pelo contrario, ele exorta os maridos a amar a esposa sacrificando a si mesmos por ela. Eles devem imitar o amor de Cristo, o tipo de amor que está disposto a entregar a vida pela outra pessoa e servir-lhe, ainda que isso signifique sofrimento.

5.26, 27 - Nestes versículos, Paulo sintetiza o que Jesus fez pela Igreja. Em primeiro lugar, Ele a amou tanto que se dispôs a sofrer e a morrer por ela. Suas ações não somente a salvaram, mas também a santificaram. Em outras palavras, Jesus queria levar a Igreja a ser o que ela deveria ser, o templo santo de Deus.

5.28 - Quando Paulo exorta os maridos a amar a esposa como a seu próprio corpo, esta de fato dizendo que eles devem ama-la do mesmo modo que amam a si mesmos. Nunca se esperou que o homem tivesse esse amor profundo pela esposa no mundo pagão de Roma e da Grécia.

5.29 - O marido que percebe que sua esposa é, na verdade, a sua própria carne irá tratá-la com amor e cuidado.

5.30 - Nos, cristãos, somos membros do corpo de Cristo.

5.31 - Serão dois numa carne. Paulo cita Gênesis 2.24, que ensina que a união singular entre marido e esposa substitui os laços familiares originais.

5.32 - O mistério que foi revelado, a união espiritual entre Cristo e a Igreja, e comparado a união entre um homem e uma mulher pelo casamento.

5.33 - Homens precisam de respeito; a mulher que humilha o marido, principalmente em publico, destrói sua união intima com ele. O mesmo vale para o marido. O homem que trata a esposa de um modo insensível ou indelicado também esta pondo a felicidade conjugal em risco.


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EXPLICAÇÃO, SIGNIFICADO, EFÉSIOS, carta, 4
4.1 - A segunda metade de Efésios, como a de muitas epístolas de Paulo, enfatiza a conduta cristã como evidência das doutrinas e crenças expressas na primeira metade da carta. Observe que a vida crista não e comparada aqui ao ato de correr ou ficar parado, mas ao ato de andar. A expressão andeis como e digno significa que a vida do cristão deve condizer com a excelência do chamado que ele recebeu de Cristo.

4.2 - Humildade e mansidão, com longanimidade. Essas são as virtudes divinas que Jesus demonstrou (Fp. 2.5-8). Elas não são virtudes inatas ao homem, mas devem ser cultivadas pelo Espírito de Deus em nos ao cooperarmos com Ele sendo altruístas. Mas somente o Espírito pode fortalecer-nos para que tratemos as pessoas como superiores a nos (Fp. 2.3). Suportando-vos aproxima-se de nossa expressão tolerar; o uso que Paulo faz do verbo também tem conotações positivas. Assinala que devemos ter paciência com os outros e dar-lhes suporte. Muitas vezes, pedimos que Deus seja paciente para conosco e com nossas falhas. Não obstante, nos mesmos não exercemos o mesmo tipo de paciência. Não deve ser assim.

4.3 - A unidade do Espírito. Todos os cristãos são um no Espírito. E nosso dever guardar ou observar essa unidade, reconhecendo que ela existe e colocando-a em prática ao abandonar o sectarismo (Jo. 17.20-26). Procurando implica fazer todo o esforço, empenhar-nos, para manter a unidade do Espírito.

4.4 - A expressão há um só corpo significa que a Igreja e um organismo vivo composto por membros vivos (os santos que foram comprados com sangue de Jesus, nasceram de novo e creem na Bíblia). Esse Corpo espiritual tem uma Cabeça, Cristo, e muitos membros, os cristãos (1Co. 12.12,13). Quando Paulo afirma que há um só Espírito, refere-se ao Espírito Santo, que e a vida e o folego desse Corpo, o Agente da regeneração de cada cristão, e que agora mantem uma conexão vital entre cada um desses membros e os demais, e entre estes e Cristo. A expressão “esperança da vossa vocação” revela que essa realidade suprema e gloriosa e para judeus e gentios.

4.5 - Um só batismo pode referir-se ao batismo com o Espírito, que insere todos os cristãos no Corpo de Cristo, a Igreja (1Co. 12.13). Também pode referir-se ao batismo nas águas, o sinal externo de que a pessoa deseja ingressar espiritualmente no Corpo de Cristo. Naquela época, o batismo público claramente identificava o indivíduo como um cristão.

4.6 - Quando Paulo diz um só Deus e Pai de todos, esclarece que há apenas um Deus para todos os povos, e não um Deus diferente para cada nação. O qual e sobre todos fala da transcendência de Deus e do poder soberano que Ele não divide com ninguém. E por todos fala da imanência de Deus, de Sua ação dominante. E em todos fala de Sua presença dentro dos cristãos, Seu relacionamento pessoal. O único Deus reina sobre todos, opera por meio de todos e habita em todos.

4.7 - Mas a graça foi dada a cada um de nos segundo a medida do dom de Cristo. Como Pedro (1Pd. 4.10), Paulo ensinou que todos os cristãos recebem dons espirituais pelo favor imerecido, a graça, de Deus. Os dons são dados de forma soberana por Cristo para edificar Sua Igreja (1Co. 12.11). Portanto, o Corpo de Cristo deve funcionar como uma maquina na qual cada peca e essencial para que o trabalho seja realizado. E cada membro do Corpo de Cristo deve manter-se em sintonia com a Cabeça e edificar um ao outro, para que todos possam cumprir a missão que lhes foi proposta por Deus no Corpo, e suas boas obras atestem ao mundo sobre a nova criação e redundem em glória para Deus (1Co. 12.7).

4.8 - Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens. Aqui, Paulo cita o Salmo 68.18 para descrever o Messias subindo ao alto, levando cativo o cativeiro, triunfante sobre Satanás e suas hostes, e distribuindo dons espirituais ao Seu povo. A administração fiel de nossos dons na terra determinara a posição que ocuparemos no Reino messiânico de Cristo.

4.9 - Para muitas pessoas, esta descida se refere a ida de Jesus ao Hades (literalmente, o lugar abaixo de, o reino dos mortos), apos Sua crucificação e morte, a fim de conduzir os santos que lá estavam ao Paraíso, ao ressuscitar. A expressão as partes mais baixas da terra também poderia ser traduzida como as partes mais baixas, a terra, de modo a referir-se a vinda de Cristo ao nosso humilde mundo, como homem. Esse e o significado mais provável aqui (Fp. 2.5-8).

4.10 - Aquele que se humilhou como Servo humilde e sofredor e o mesmo que subiu acima de todos os céus em supremacia universal (Fp. 2.9-11; Cl. 1.18).

4.11 - Apóstolos, com o sentido de emissários, ou embaixadores, em seu sentido mais estrito, refere-se aqueles que viram o Cristo ressurreto, realizaram milagres e foram especialmente escolhidos por Ele para anunciar as boas-novas a todos como testemunhas oculares de Jesus e “plantadores” de igrejas. Nesse sentido mais especifico, não existem apóstolos hoje [existe apenas o ministério apostólico].

Profetas são aqueles que entregaram revelações diretas de Deus (1Co. 14), preanunciando as ações do Senhor e reforçando o que Ele já havia dito nas Escrituras. Evangelistas são os pregadores do evangelho que evangelizaram e evangelizam pessoas, cooperando com o Senhor para que elas creiam e tornem-se membros do Corpo de Cristo (Ef. 2.8,9). Os evangelistas também podem ensinar outros cristãos a compartilharem sua fé de forma eficaz.

Pastores fazem pela Igreja tudo o que um pastor no sentido da palavra faz pelas ovelhas: alimentam, amparam, cuidam e protegem contra os inimigos. Não cabe necessariamente ao pastor ganhar ovelhas, mas, sobretudo, cuidar delas para que sejam fortalecidas, fiquem saudáveis, e seu rebanho cresça.

Doutores. São os ministros [mestres] que receberam dons especiais para ensinar aos membros do Corpo de Cristo. [A cada um desses dons ministeriais estão associados dons espirituais listados em 1 Coríntios 12.]

4.12, 13 - Três etapas de crescimento são apresentadas aqui: lideres instruídos são responsáveis pelo aperfeiçoamento dos santos; estes, estando bem preparados, fazem a obra do ministério e, consequentemente, o corpo de Cristo e edificado. O objetivo final e a maturidade crista, a verdade e o amor.

4.14 - Os meninos são ingênuos, vulneráveis e tornam-se vitimas fáceis. A Igreja precisa trabalhar com diligencia no sentido de conduzir a maturidade os que são crianças em Cristo (1Pd. 2.2).

4.15 - A expressão seguindo a verdade em caridade sugere que tudo o que os cristãos dizem ou fazem deve ser honesto e verdadeiro e dito ou feito com amor.

4.16 - Observe o uso da metáfora do Corpo aqui para apresentar a mesma verdade análoga a expressa pelo termo edifício, em Efésios 2.21. Todas as juntas de cada parte desse corpo são essenciais para seu pleno crescimento, nenhuma de suas partes e insignificante (1Co. 12.14-27). Pode-se dizer que tudo que fortalece os cristãos e a Igreja e para sua edificação.

4.17-19 - Aqueles que andam na vaidade do seu sentido (v. 17), a ponto de terem perdido todo o sentimento, estão entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus, tendo um coração endurecido devido a anos de pecado, imoralidade e devassidão.

4.20,21 - Pressupõe-se que, ao usar a expressão se e que [em se e que o tendes ouvido e nele fostes ensinados], Paulo não estivesse pondo em duvida a experiência crista daqueles a quem falava.

4.22-24 - Paulo comparou a vida crista ao ato de despir-se das vestes sujas de um passado marcado pelo pecado e vestir-se com as vestes da justiça de Cristo, que são brancas como a neve.

4.25 - Citando Zacarias 8.16, Paulo pede que os cristãos falem a verdade uns aos outros, porque todos eles estão unidos em Cristo. Em Provérbios 6.17, a língua mentirosa e indicada como uma das seis coisas que Deus odeia.

4.26 - Paulo usa um texto do Salmo 4.4 para indicar que sentir ira não e pecado [e sim, dar lugar a ela, agindo motivado por ela, ainda que esta motivação esteja oculta, recalcada, com o passar do tempo]. Não devemos permitir que a ira envenene nosso espirito ou persista por muito tempo (Mc. 11.25). Os cristãos podem sentir uma “ira Justa” ante a injustiça e o pecado, mas nunca devem deixar-se dominar e levar pela ira. Em vez disso, devem procurar oportunidades para expressar o amor de Cristo a todos.

4.27 - Não deis lugar ao diabo. Satanás espera a oportunidade para dar o primeiro passo em nossa direção. O verbo, no imperativo presente, em grego significa não tenha o habito de dar lugar a Satanás. A ira descontrolada e uma brecha pela qual o inimigo de nossa alma entra em nosso coração com o intuito de destruir e corromper o Corpo. Ele só pode atingir e ferir quando encontra um lugar na vida de alguém para fazer sua obra maligna.

4.28 - A frase trabalhe, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade significa que, em vez de tomar o que e de outra pessoa, o cristão deve ganhar o suficiente para dividir parte de seus ganhos com os necessitados. Não se trata de um simples chamado para que o indivíduo deixe de roubar ou ser ganancioso, mas, sim, para que ele seja generoso e tenha uma verdadeira mudança de atitude.

4.29 - Os padrões para o modo de falar do cristão são extremamente altos. Ele não deve emitir nenhuma palavra torpe, pois ate por meio de sua fala o cristão deve representar Cristo, expressando bondade, brandura, paciência e cordialidade.

4.30 - Nunca devemos repelir, ignorar ou rejeitar o Espírito Santo de Deus. Se nos lembrarmos que Aquele que vive em nos e o próprio Espirito de Deus, seremos muito mais seletivos quanto ao que pensamos, lemos, vemos, dizemos e fazemos. Observe que Paulo reconhece que os maus pensamentos e ações são tentações viáveis ate para os que são selados pelo Espírito Santo.

4.31, 32 - A antiga vida e fruto de um coração hostil que sente amargura, segue seu próprio caminho, profere blasfêmias e deseja o mal aos outros. Como podemos deixar de lado toda amargura? Deixando que Deus encha nosso coração com Seu amor perfeito. A nova vida nos leva a ser benignos, manifesta-se em atos de bondade e capacita-nos a perdoar as ofensas cometidas pelos outros.



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domingo, 27 de julho de 2014

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EXPLICAÇÃO, SIGNIFICADO, EFÉSIOS, carta, 3
3.1-21 - Por esta causa. Tudo o que está entre os versículos 1 e 14, que se iniciam com a expressão por esta causa, é uma digressão. Esse é um recurso comum do estilo de escrita do apóstolo. Seus textos são cartas reais, não livros de teologia sistemática (embora Romanos e Efésios contenham os princípios teológicos que foram mais cuidadosamente considerados no Novo Testamento). Nesse “parênteses” é detalhada a revelação de Deus a Paulo acerca do mistério de Cristo, ou seja, o segredo de Deus, de que, na dispensação da graça, judeus e gentios se tornariam um só corpo.

3.1-4 - A dispensação (administração) que Deus permite a Paulo para o bem dos efésios antes era um mistério, mas, agora, Deus estava revelando esse mistério de forma mais plena por meio do ministério de Paulo de evangelizar os gentios. Assim, judeus e gentios deveriam ter a mesma posição na Igreja, o Corpo de Cristo.

3.5,6 - As pessoas que viveram noutros séculos, antes do Pentecostes, tinham muito conhecimento sobre Deus e Sua graça, como mostra o Antigo Testamento. No entanto, aquele conhecimento não era tão abrangente como a revelação que recebemos em Cristo Jesus. O Antigo Testamento prenunciou que a graça de Deus seria estendida aos gentios (Gn 12.3), mas a igualdade com os judeus em um só Corpo era um segredo nunca revelado antes.

3.7 - A palavra traduzida por ministro aqui significa servo. Dom da graça. Coube a graça divina transformar Paulo. De blasfemo, ele se tornou um santo; de fariseu, um apóstolo; e de perseguidor de cristãos, um perseguido por pregar sobre Cristo. Em seguida, coube ao poder e a autoridade divina capacitar Paulo para que este trabalhasse como um ministro de Deus.

3.8 - Paulo não estava expressando uma falsa humildade quando disse que era o mínimo [menor] de todos os santos. Ele realmente foi humilde porque havia perseguido a Igreja de Cristo antes. Em outra passagem, ele se refere a si mesmo como o principal dos pecadores (1 Tm 1.15). Ele sempre estava ciente de que não merecia nada e nunca se achou melhor do que realmente era (Rm 12.3). Quando Paulo diz as riquezas incompreensíveis de Cristo, refere-se à riqueza da revelação de que Deus sustenta todos os homens na pessoa e na obra de Cristo. O amor e a graça de Deus são recursos imensos e incomensuráveis. Se Cristo não fosse grandioso demais a nossa compreensão, seria pequeno demais para nossa necessidade espiritual.

3.9 - A missão de Paulo como apóstolo era esclarecer a todas as pessoas o mistério da graça de Deus em Cristo, que não foi compreendido nos tempos passados, mas tornou-se claro com a vinda de Jesus Cristo.

3.10-1 3 - A multiforme sabedoria de Deus de vê ser manifesta aos seres angelicais pela operação do Espírito de Deus nos membros do Corpo de Cristo e por intermédio deles. Os caminhos do Senhor não são somente misteriosos, mas também diversificados. Os anjos também estão aprendendo sobre a Sua sabedoria enquanto observam a graça divina operando em nos (1 Co 11.10).

3.14-21 - Estes versículos expressam a essência da oração de Paulo pelos cristãos efésios. Ele reconhece Deus como Pai e a posição de Deus como o grande Criador e Sustentador de todas as coisas. O apóstolo não pede provisão material para esses cristãos, mas que eles sejam corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior (v. 16), ou seja, que sejam fortalecidos no íntimo de seu ser, espiritualmente. Paulo deseja que eles compreendam a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade do amor de Deus e possam conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento (v. 18,19), para que sejam cheios de toda a plenitude de Deus. O apóstolo encerra com uma bela declaração de como ele vê a obra de Deus nos cristãos (v. 20,21). Esse é um excelente modelo de oração em que todos os cristãos poderiam basear-se quando estivessem orando pelos outros.

3.14, 15 - Pai e família são palavras que estão relacionadas no texto original. Todas as famílias formadas por pessoas e anjos provém de Deus, seu Criador.

3.16, 17 - Parece que Paulo estava falando daquela segunda experiência do cristão na qual o Espírito Santo purifica e fortalece o coração. Portanto, ser corroborados pelo Espírito, ter Cristo no íntimo e estar arraigados em amor e o princípio básico para o crescimento cristão. Devemos estar arraigados como uma árvore e fundados no amor que Deus tem por nós e nos da. O verbo habite vem de uma palavra grega usada para designar moradia, residência permanente.

3.18, 19 - O amor de Cristo e tão grande que vai além de nosso entendimento. A plenitude de Deus implica a abundância de dons que procedem dele.

3.20, 21 - Esses dois versículos formam uma doxologia, louvor, a Deus, em que Paulo mostra que o Senhor pode fazer tudo muito mais abundantemente além de qualquer coisa que pedimos. Nem o amor de Deus nem Seu poder são limitados pela imaginação humana.



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segunda-feira, 7 de julho de 2014

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EXPLICAÇÃO, SIGNIFICADO, EFÉSIOS, carta, 2
2.1-10 - Esta provavelmente é a exposição mais clara do evangelho em todas as epístolas de Paulo: somos salvos pela graça, por meio da fé, e não por méritos humanos ou boas obras. Não que os cristãos não façam boas obras (fomos criados para esse fim), mas as obras não são exigências para que eles sejam aceitos por Deus nem são provas disso [são o resultado e a prova de que eles foram salvos, não a condição]. Lutero resumiu a questão de forma sucinta: “não é contra as obras que lutamos, mas contra a confiança nas obras”.

2.1 - A expressão “mortos em ofensas e pecados” significa espiritualmente mortos e perdidos.

2.2 - Noutro tempo, andastes. O verbo “andar” normalmente é usado na Bíblia para descrever o progresso normal e firme de um cristão com Deus (SI. 1.1). Aqui, Paulo se refere à antiga caminhada do cristão. Seja um caminho de negligencia moral ou a viela escura do mal, os cristãos não devem mais andar nos maus caminhos do passado (Ef. 4.17). Eles são salvos para que possam ter um estilo de vida pautado nas boas obras (v. 10). Devem andar de maneira digna de sua vocação (Ef. 4.1), o que significa andar em amor (Ef. 5.2), na luz (Ef. 5.8) e em sabedoria (Ef. 5.15). Paulo enfatiza para os efésios que antes eles andavam segundo os caminhos do mundo e seguiam o príncipe das potestades do ar, ou seja, Satanás A expressão “filhos da” é um hebraísmo, uma forma de dizer que as pessoas [os filhos] têm como característica e caráter os mesmos traços de outrem [o pai]. Portanto, os filhos da desobediência são pessoas que desobedecem a Deus, sejam cristãos ou não (Mt. 16.23; Lc. 22.31,32; At. 5.3).

2.3 - Vontade, em vontade da carne, significa desejos fortes. Mesmo com o modificador da nossa carne, essa palavra é mais do que uma referência a desejos humanos. Refere-se também a algo mais profundo, a concupiscência da carne, o desejo veemente por fama, poder e riquezas (Gl. 5.19-21).

2.4-7 - Estando nós ainda mortos. Em virtude do pecado de Adão, toda a humanidade está espiritualmente morta. Somente Deus pode dar-nos a nova vida e salvar-nos dessa terrível situação. Por Sua imensa misericórdia, o Senhor entregou Seu Filho por nos quando ainda éramos Seus inimigos. Ele nos amou muito antes de nos o amarmos (1 Jo. 4.9,10). Ele nos vivificou e salvou, a fim de que nos assentemos nos lugares celestiais em Cristo. Nos séculos vindouros. Deus deseja demonstrar sua benignidade por intermédio de Cristo Jesus, Seu Filho. Isso não tem nada a ver com nosso próprio mérito; o Senhor estende a mão para nos salvar porque Ele é misericordioso e bondoso.

2.8-10 - Os cristãos foram salvos pela graça. A graça de Deus e a fonte de salvação; a fé é o meio para obtê-la, não a causa. A salvação não provem dos esforços das pessoas; ela é fruto da benignidade de Deus. Na verdade, Deus é quem nos salva - do Senhor vem a salvação (Jn. 2.9). O particípio do verbo salvar (salvos) nesta passagem indica que a salvação do cristão já ocorreu no passado, quando Jesus morreu por nos na cruz.

Dom de Deus. Não há nada que possamos fazer para obter a nossa salvação. Alguns sugerem que o dom de Deus modifica a palavra fé neste versículo. Portanto, Paulo estava dizendo que nem nossa fé em Deus [que permite que tomemos posse da salvação] provém de nos mesmos. Ela também é um dom, por isso ninguém pode orgulhar-se de sua condição de membro do Corpo de Cristo. Recebemos tudo de nosso Pai misericordioso e bondoso.

2.11-22 - Nos versículos 1-10, Paulo ensinou que a salvação de cada judeu e de cada gentio se dá pela graça, por meio da fé. Na segunda metade do capítulo 2, ele ensina como é formado o novo e santo templo de Deus com judeus e gentios, unidos na Igreja, cujo fundamento, a Pedra angular, Cristo, e comunicado pelos apóstolos e profetas.

2.11 - Uma vez que o sinal da aliança abraâmica era a circuncisão, os judeus orgulhosamente se referiam a si mesmos como os da circuncisão. De um modo muito menos delicado, eles chamavam os gentios de os da incircuncisão [ou incircuncisos].

2.12,13 - Paulo fez uma descrição vívida da triste condição dos não-judeus. Eles não tinham esperança, pois Deus não lhes estendeu a mão para estabelecer uma relação baseada em uma aliança. No entanto, o sangue [derramado] de Cristo poderia trazer os gentios de volta ao seu Criador.

2.1 4 - A parede de separação que estava no meio de judeus e gentios era retratada de forma vivida por uma parede separando o átrio dos gentios do átrio dos judeus, no templo. Havia um aviso de que qualquer não-judeu que ultrapassasse o pátio dos gentios receberia a morte imediata e súbita.

2.15,16 - Desfez a inimizade... . A lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças. Paulo não estava dizendo que Deus rejeitou os padrões justos da Lei. Pelo contrário, em Cristo, os padrões justos que as pessoas nunca poderiam alcançar foram atingidos. Jesus e a nossa justiça. Nele, os cristãos cumprem a Lei (Mt. 5.17,20; Rm. 3.21,22,31). [Aqui, lei dos mandamentos diz respeito mais especificamente as ordenanças do que aos mandamentos propriamente ditos.]

A Igreja cristã, formada por judeus e gentios, e descrita como um corpo. E o ser humano convertido a Cristo [em quem não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea (Gl. 3.28)] e descrito como um novo homem. Nos primórdios do cristianismo, a Igreja era, principalmente, composta de judeus. Mas, pela ação do Espírito de Deus, os cristãos testemunharam sobre Jesus aos gentios (At. 10), que se converteram e excederam o numero de membros judeus.

2.17,18 - A expressão acesso ao Pai aponta para o bendito privilégio de todo cristãos. O Pai, o Filho e o Espírito Santo estão envolvidos em nossa salvação.

2.19 - Quando gentios se tornam povo de Deus, eles não são mais vistos como estrangeiros nem forasteiros, e sim como concidadãos dos santos e família de Deus.

2.20 - Os apóstolos e os profetas são citados aqui como fundamento [edifício] da Igreja porque eles ajudavam a edificar a Igreja sobre a Pedra angular, que e Cristo, e eram Suas testemunhas. Em outras palavras, a Igreja primitiva foi estabelecida a partir dos ensinamentos e da pregação dos apóstolos e profetas (At. 2). Contudo, o próprio Cristo e a Pedra sobre a qual a Igreja esta edificada (1 Co. 3.11). A pedra da esquina era a primeira pedra, a base, o alicerce, colocada no angulo de uma construção [para dar-lhe firmeza, solidez]. Os construtores alinhavam o restante da estrutura sobre a pedra angular, principal (1 Pe. 2.1-9).

2.21,22 - A expressão bem ajustado descreve, na construção romana, o processo pelo qual os trabalhadores (normalmente escravos) giravam grandes pedras até que elas se encaixassem perfeitamente umas nas outras. As colunas, por exemplo, pareciam ser uma peça única, mas eram, na verdade, cilindros de pedra que se apoiavam um sobre o outro. De um modo similar, Deus ajusta os cristãos no templo santo que Ele está edificando para morada de Deus no Espírito.


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domingo, 6 de julho de 2014

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EXPLICAÇÃO, SIGNIFICADO, EFÉSIOS, carta, 1
1.1-3.21 - Na primeira metade da carta aos Efésios, como em outras varias epístolas de Paulo, são enfatizadas as doutrinas e crenças nas quais se baseiam os deveres e o comportamento comentados na segunda metade da epístola.

1.1,2 - As saudações nas epístolas do Novo Testamento seguem a forma de uma carta típica do primeiro século: o escritor é mencionado primeiro, e o destinatário em seguida; depois vem uma benção ou votos desejando que todos estejam bem de saúde. A diferença está no conteúdo da benção: as cartas pagas mencionavam deuses e deusas que não existiam, como Diana ou Apolo; os apóstolos invocavam o único Deus verdadeiro e Seu Filho Jesus Cristo para abençoar seus leitores. Em Efésios, Paulo se refere a si mesmo como um apóstolo porque ele foi pessoalmente comissionado por Jesus Cristo com autoridade especial para pregar o evangelho. O termo “santos”, no Novo Testamento, refere-se a todos os cristãos separados por Deus em Cristo.

Éfeso. Esta carta pode ter sido uma carta circular para a Igreja em Éfeso e em todas as cidades próximas.

1.2 - O dom gratuito da salvação, que e a graça de Deus, leva o ser humano a paz com Deus e com seus semelhantes e a uma vida plena. A deidade do Senhor Jesus Cristo fica clara quando o associamos ao Pai.

1.3-12 - Logo no início da carta, Paulo começa a louvar a Deus, que o escolheu antes da fundação do mundo. Foi em Cristo que Deus elegeu ele, Paulo, e os cristãos para serem abençoados e serem uma benção para os outros. A ênfase não está no simples fato de escaparmos do castigo eterno, mas no fato de agirmos como verdadeiros santos e rendermos louvor a glória de Deus com a nossa maneira de viver.

1.3 - As bênçãos do cristianismo são, sobretudo, espirituais. Deus não promete saúde, riqueza e prosperidade aos cristãos no Novo Testamento. A expressão nos lugares celestiais sugere que o cristão, vivendo em qualquer lugar do mundo, já esta, neste momento, em um sentido espiritual, assentado com Cristo nos céus.

1.4, 5 - Aqui, caridade corresponde ao termo ágape no grego, ou seja, ao amor divino que e gerado em nos pelo Espírito Santo, quando, por escolha e vontade própria, entregamos-nos a Cristo; não é um sentimento romântico.

Nos predestinou. A predestinação aqui não indica determinismo insensível ou um destino predeterminado. Consiste numa escolha amorosa da parte de Deus.

Segundo (gr. kata) é um termo significativo em Efésios, mas pode não ser notado, já que se trata de uma preposição comum. Paulo o emprega 14 vezes nesta epístola. No capítulo 1, lemos segundo o beneplácito de sua vontade (v. 5), segundo as riquezas da sua graça (v. 7), segundo o seu beneplácito (v. 9), segundo o conselho da sua vontade (v. 11) e segundo a operação da forca do seu poder (v. 19). No capítulo 3, lemos segundo a operação do seu poder (v. 7), segundo as riquezas da sua glória (v. 16) e segundo o poder que em nos opera (v. 20). Tudo isso quer dizer que Deus não nos da Sua graça simplesmente por causa (ele) de Sua abundância, mas de acordo com (kata) Sua abundância.

1.6 - Amado também poderia ser traduzido por aquele que Deus ama, ou seja, Jesus Cristo. Em Colossenses 1.13, Paulo usa uma expressão similar: Filho do seu amor. O Amado e um “título” messiânico que se refere ao Filho de Deus. Jesus não é simplesmente um no meio de outros que são amados por Deus, e o Filho amado.

1.7,8 - Redenção. Esse termo significa comprar de volta, resgatar. Nos tempos antigos, era possível comprar de volta uma pessoa que havia sido vendida como escrava. Do mesmo modo, Cristo, por meio de Sua morte, comprou-nos para Deus, resgatou-nos da escravidão do pecado.

Seu sangue. O sangue de Cristo é o meio pelo qual se realiza a nossa redenção. O Antigo e o Novo Testamento ensinam claramente que não ha perdão sem o derramamento de sangue, que implica a morte de alguém. Isso faz alusão ao sistema de sacrifícios da antiga aliança, que apontava para o autos sacrifício de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

1.9 - O mistério não e um enigma a ser decifrado nem um tipo de conhecimento comum aos iniciados em uma seita ou religião paga. No uso que o apóstolo faz do termo, mistério denota um aspecto da vontade de Deus que antes estava oculto ao ser humano, mas foi revelado por Ele em Cristo (Rm 11.25).

1.10 - A palavra grega traduzida por dispensação significa regra da casa. Refere-se ao modo como Deus administrou ou dispôs toda a história para cumprir Seu plano de salvação da humanidade, o qual tem fases distintas, embora o Senhor nunca mude. Neste contexto, dispensação provavelmente se refere ao tempo em que Deus estabelecera Seu Reino eterno.

1.11,12 - Nos (sujeito oculto), judeus, em Cristo fomos feitos herança, o que e muito melhor do que a herança prometida na antiga aliança. Não se trata de algo novo, mas em Cristo fomos predestinados (planejados), conforme o propósito de Deus, desde o começo.

1.13-23 - Neste trecho, Paulo se refere aos gentios (vos). A ênfase esta na obra do Espírito Santo. Este sela cada cristão, transformando-o em um bem especial de Deus por meio da fé; representa a garantia de que somos aceitos por Deus por meio da fé em Cristo. O objetivo do Espírito Santo e produzir uma Igreja totalmente perfeita, sendo Jesus Cristo a cabeça dela e os cristãos os membros desse Corpo espiritual. Que ideia maravilhosa saber que nos, que antes estávamos alienados de Deus, agora ajudamos a preencher o que Paulo chama de Corpo de Cristo.

1.14 - O penhor da nossa herança e o próprio Espirito Santo. O interessante e que a palavra grega usada para penhor também pode ser usada para indicar um anel de noivado. Como Cristo e o Noivo, e a Igreja e a noiva, o Espirito Santo e o sinal, o pagamento antecipado para o casamento ha muito esperado entre os dois (Ap. 19.7,8).

Possessão. O Antigo Testamento descrevia a nação de Israel como o tesouro particular de Deus, que foi adquirido por Ele por meio de Seus feitos poderosos de libertação do Egito, no êxodo (Ex 19.5; Dt 7.6). Aqui, Paulo descreve os cristãos como bens do Senhor, que custaram o sangue de Seu próprio Filho.

1.15-23 - Aqui esta a oração de intercessão mais ardente de Paulo por estes cristãos. Depois de agradecer por eles (v. 15,16), o apóstolo ora para que tenham discernimento espiritual (v. 17) quanto a gloria da sua herança (v. 18) e a sobreexcelente grandeza do seu poder (v. 19-23).

1.15 - Ouvindo eu (Cl. 1.5,9). Paulo não menciona que orou por esses cristãos antes de tomar conhecimento da fé deles. Como a oração de Paulo e diferente de grande parte das nossas! Muitas vezes, pedimos a salvação de pessoas perdidas e, depois, quando elas passam a crer em Cristo, nos as abandonamos. Paulo fazia justamente o contrário. Talvez ele tenha se inspirado no modelo de oração do Senhor (Jo. 1.7,9,20)

1.16,17 - Minhas orações. Quando examinamos as orações de Paulo, aprendemos sobre a natureza da intercessão. Grande parte de nossas orações fica aquém da intercessão eficaz.

1.18,19 - A expressão os olhos do vosso entendimento se refere ao entendimento espiritual. Para descrever isso, Paulo usa palavras capazes de retratar o coração que enxerga iluminado pela luz divina. Qual seja a esperança significa que os cristãos podem esperar muitas coisas, mas há uma esperança que todos têm em comum (Ef. 4.4), o Senhor Jesus Cristo (Cl. 1.5,27). Nele encontramos a verdadeira esperança e as verdadeiras riquezas.

1.20 - Manifestou em Cristo. A ressurreição de Cristo dentre os mortos foi a expressão do poder de Deus e a prova do que o Senhor pode fazer em nós e por nós. Pondo-o. Cristo Jesus não somente ressuscitou dos mortos. Deus lhe deu um lugar a sua direita. Jesus assentou-se a destra do Pai, lugar de honra e poder, como o Filho de Davi, em cumprimento as profecias messiânicas nos Salmos 2 e 110. Jesus Cristo permanecera a direita do Pai até que os inimigos de Deus sejam subjugados e chegue o momento da volta de Cristo, para estabelecer plenamente o Reino de Deus entre os homens.

1.21 - Para os judeus da época de Cristo, o final dos tempos estava dividido em dois períodos: a era na qual eles viviam e o porvir. O Messias, chamado aquele que havia de vir (Mt. 11:3; Lc. 8:19,20), reinara plenamente na terra [como já reina no céu] no século vindouro.

1.22,23 - Em Efésios, Paulo enfatiza Cristo como cabeça [da Igreja], e em sua carta aos Colossenses, escrita durante o mesmo período em que ele estava preso, Paulo enfatiza a unidade do Corpo de Cristo. A Igreja aqui, em Efésios, não se refere a nenhuma congregação local, mas a todos os cristãos, o Corpo espiritual de Cristo.



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domingo, 15 de junho de 2014

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EXPLICAÇÃO, SIGNIFICADO, TESSALONICENSES, 3
3.1,2 — Paulo não somente orou pelos tessalonicenses, mas também sentiu a própria necessidade de contar com as orações deles. Ele lhes pediu que orassem pelo avanço do evangelho e pela libertação dele da oposição humana. Tenha livre curso refere-se a rápida propagação do evangelho, enquanto glorificada expressa a ideia de ser triunfante. Os verbos não sugerem uma única vitória, mas uma serie continua de vitorias, marcando o avanço do evangelho por todo o mundo.

Dissolutos significa homens capazes de cometer maldades, enquanto maus indica que eles mesmos são maus e desejam corromper outros. Esses homens talvez fossem judeus incrédulos em Corinto que estavam perseguindo Paulo na época em que ele escreveu esta carta (At 18.12,13). E possível que os cristãos nunca tenham justiça neste mundo, mas eles podem, sem duvida, orar para que estejam livres dos maus.

3.3 — Embora esteja ciente de que os tessalonicenses podem ser tentados e se mostrar infiéis, Paulo tem certeza de que Deus os confortara ou fortalecera (2 Ts 2.17; 1 Ts 3.2,13). Ele sabe que Deus os guardara ou protegera (Fp 1.6; l Ts 5). Acerca dos homens maus (v. 2). Aqui, Paulo lhes assegura que Deus fielmente ira guarda-los para que nem o maligno, o próprio Satanás, se apodere deles. Deve ter sido confortante para os tessalonicenses ouvir isso, pois eles ainda estavam passando por uma terrível perseguição por causa de sua fé (2 Ts 1.4).

3.4 — Confiamos mostra que Paulo acreditava que os tessalonicenses obedeceriam as suas ordenanças, mas sua confiança estava no Senhor e se baseava no que o Senhor faria para ajudar esses irmãos a permanecerem fieis. Paulo tinha uma confiança similar com relação a Igreja em Filipos (Fp 1.6).

3.5 — Com a oração para que o Senhor encaminhe o vosso coração, Paulo estava mostrando que o coração, o centro da vontade de uma pessoa, e o lugar onde começa a renovação espiritual. Lá, Deus gera Seu amor e paciência, atributos que produzirão uma colheita de boas obras. O apostolo usa a palavra encaminhe para mostrar que Deus removera os obstáculos que talvez estejam impedindo o avanço deles em direção a caridade e paciência. Paulo ora para que os tessalonicenses, quando estiverem diante da perseguição, possam mostrar o mesmo tipo de paciência que Jesus expressou quando as pessoas o rejeitaram.

3.6 — Paulo usa aqui uma palavra forte, mandamo-vos (v. 4; 1 Ts 4-2, 11). Não e simplesmente uma sugestão, mas uma ordem obrigatória com a autoridade do Senhor Jesus Cristo. A mesma palavra, encontrada também nos versículos 10 e 12, e usada como referencia a uma ordem militar que o individuo deve obedecer, senão terá de enfrentar a pena de traição. Paulo instrui os tessalonicenses para que se afastem (NVI) de uma pessoa desobediente ou deixem de ter comunhão com ela. Entre outras coisas isso incluiria não permitir que a pessoa participasse de festas de caridade e da Ceia do Senhor (1 Co 5.9-13). Leia as instruções de Jesus em Mateus 18.15-17.

3.7, 8 — Alguns tessalonicenses, talvez usando como pretexto a iminente volta do Senhor, se recusavam a trabalhar e esperavam que outras pessoas da igreja os alimentassem. Em sua carta anterior, Paulo já os havia exortado a trabalhar (1 Ts 4.11,12). E obvio que não haviam dado ouvidos a instrução de Paulo, pois, nessa carta, Paulo pede a Igreja para disciplina-los (v. 6). Como um exemplo para todos, Paulo estava trabalhando noite e dia quando pregou entre eles. Seu objetivo era evitar ser um fardo para alguém. Tanto os gregos como os romanos detestavam trabalho manual; normalmente usavam escravos para todas as tarefas do tipo. Em contrapartida, os judeus consideravam o trabalho como uma prova de bom caráter e instruíam seus filhos a trabalharem em um oficio. Paulo fazia tendas para suprir suas necessidades toda vez que isso se fazia necessário em suas viagens missionarias
(At 18.1-3).

3.9 — Os obreiros cristãos podem contar com o suporte financeiro, e a Igreja tem o dever de pagar aqueles que lhe servem (Lc 10.7; 1 Co 9.6-14; G1 6.6; 1 Tm 5.17,18). Contudo, Paulo não queria usar sua autoridade para exigir pagamento. Pelo contrario, ele queria ser um exemplo para os outros seguirem. O fato de que ele trabalhava também eliminaria qualquer oportunidade de acusa-lo de ganancia. Ele nao queria que nada impedisse a propagação do evangelho (1 Co 9.12).

3.10 — Mais uma vez usando a expressão vos mandamos isto, Paulo declarou a lei de que se alguém não trabalhar, também não deve comer. Isso se aplica aqueles que não estão dispostos a trabalhar, e não aqueles que não podem trabalhar.

3.11 — Ociosidade gera pecado. Aqueles que andam desordenadamente, não trabalhando de forma alguma, fazem coisas vas, causando problemas e divisão na Igreja.

3.12 — Novamente Paulo diz mandamos e exortamos (v. 6,10). Ele exorta os tessalonicenses para que comam o seu próprio pão e façam isso em silêncio, sem causar divisão e transtorno. Segundo Paulo, a cura para mexericos e o trabalho duro.

3.13 — Os cristãos tessalonicenses foram exortados a não ficarem desanimados no trabalho por causa daqueles que não trabalhavam, mas também a continuarem a fazer o bem.

3.14 — Não vos mistureis com ele. Mais uma vez (v. 6), os cristãos deveriam deixar de ter comunhão e não se associar com quem desrespeitasse as palavras desta carta inquestionável do apostolo Paulo. Do contrario, seus vizinhos pagãos poderiam pensar que a igreja tessalonicense aprovava as ações daquela pessoa.

3.15 — Admoestai-o como irmão. O desobediente não e um inimigo, mas aquele que precisa de correção. Embora a rebelião devesse ser tratada, Paulo demonstra sua grande compaixão pelos irmãos. Ele odiava o pecado, mas não o pecador.

3.16 — Diante da possibilidade de uma desarmonia na Igreja, Paulo orou para que o Senhor da paz guiasse as ações deles, concedendo paz e unidade a Igreja.

3.17 — Da minha própria mão. Paulo ditou muitas de suas epístolas para um secretario. Ele acrescenta de próprio punho uma palavra pessoal como prova da autenticidade desta carta (Cl 4-18). Essa prova era necessária porque Paulo suspeitava que os tessalonicenses pudessem ter recebido uma carta falsamente atribuída a ele (2 Ts 2.2). Para prevenir-se contra isso, o apostolo explicitamente diz aos tessalonicenses que suas palavras de próprio punho no final de uma carta são o sinal oficial de que a carta era dele.

3.18 — Para todas as dificuldades que os tessalonicenses, e também Paulo, enfrentavam a solução era a graça de nosso Senhor Jesus Cristo. Jesus não somente era a maior esperança dos tessalonicenses, mas era ele que amorosamente lhes dava forca para suportar as provações. Paulo orava para que isso fosse visível no meio deles.



Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3



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EXPLICAÇÃO, SIGNIFICADO, TESSALONICENSES, 2
2.1-12 — Este paragrafo e a essência da carta. Não somente e muito estratégico se em termos proféticos, mas nenhum outro trecho das Escrituras proféticas trata dos pontos específicos de revelação que são encontrados aqui.

2.1,2 — Depois de escrever 1 Tessalonicenses, Paulo foi informado que os cristãos em Tessalônica estavam sendo enganados por falsos mestres, que estavam confundindo os cristãos com ideias equivocadas acerca da segunda vinda de Jesus. A segunda carta de Paulo foi sua tentativa de corrigir estes mal-entendidos.

A palavra grega traduzida por reunião aqui e congregação em Hebreus 10.25 e encontrada somente nessas duas passagens do Novo Testamento. Na segunda referencia, ela se refere a congregação local, enquanto aqui se refere a Igreja de Cristo. Essa será a primeira vez que toda a Igreja (incluindo todo cristão) estará reunida diante do Senhor para adora-lo. A expressão parece referir-se ao evento descrito em 1 Tessalonicenses 4-17, no qual Paulo fala do encontro com o Senhor nos ares. O falso ensino era de que o Dia do Senhor, chamado de o Dia de Cristo aqui, (compare com 1 Ts 5.2-4) já havia chegado, trazendo com ele as tribulações pelas quais eles estavam passando. Portanto, alguns cristãos tessalonicenses acreditavam que a vinda de Cristo já havia passado. Paulo afirma que eles não deveriam acreditar nesse ensino, quer por espirito, quer por palavra, quer por epístola, como se ele o tivesse dado. Paulo ensinou-lhes que o Dia do Senhor começa apos o Arrebatamento (1 Ts 5.1-11).

Contudo, se o Dia do Senhor já veio, eles perderam o Arrebatamento ou, anteriormente, o tema Arrebatamento não foi ensinado de forma correta pelo apostolo. Paulo sentiu a necessidade de dar mais instruções para acalmar o coração dos novos convertidos.

2.3 — Quando Paulo escreveu 1 Tessalonicenses, os cristãos corriam o risco de perder a esperança na segunda vinda. Nessa carta, o apostolo estava corrigindo algo totalmente oposto — que Jesus já havia vindo. Paulo restaura o equilíbrio na Igreja ao descrever alguns dos principais eventos que precederiam o dia do Senhor (1 Ts 5.1-11), em particular a apostasia e a manifestação do homem do pecado. Segundo o que Paulo declara, a apostasia deve acontecer primeiro.

O termo grego traduzido por apostasia normalmente significava uma rebelião militar. Mas, nas Escrituras, a palavra e usada para se referir a rebelião contra Deus. Portanto, alguns interpretam esse versículo como uma referencia a um abandono geral da verdade. Essa apostasia rebelde prepararia o caminho para o Anticristo. Outros traduzem o termo como partida e entendem que seja uma referencia ao Arrebatamento. Isto e, o homem do pecado não poderá ser revelado ate que Cristo venha com o intuito de levar sua Igreja para estar com Ele. No que diz respeito a palavra propriamente dita, ela poderia referir-se a uma partida (apostasia) espiritual ou poderia referir-se a uma partida física (o Arrebatamento).

Independente do modo como o termo seja entendido, trata-se de um evento que ocorre antes de o homem do pecado ser revelado. Paulo não usa o titulo Anticristo para esse homem, mas a descrição que faz dele forma um paralelo com a descrição do Anticristo feita por João (1 Jo 2.18; Ap 13). O homem do pecado levara o mundo a rebelião contra Deus (v. 10), realizara milagres por meio do poder de Satanás (v. 9) e, finalmente, se apresentara como um deus para ser adorado (v. 4).

2.4 — O homem do pecado irá declarar-se divino e sentar-se no templo de Deus, agindo como se fosse um deus. Muitos líderes na historia se consideraram deuses, e o Anticristo e a declaração final dessa blasfêmia. Ele não tolerara que ninguém, a não ser ele mesmo, seja adorado (Ap 13.6-8). Observe os contrastes entre o verdadeiro Deus e o Anticristo.

Embora muitos quisessem ser considerados deuses, o verdadeiro ser divino se fez homem, humilhou-se e nos redimiu por meio do derramamento de Seu próprio sangue (At 20.28; Fp 2.6-8). Aquele que merece toda adoração e louvor não ordena adoração, mas, em vez disso, veio a este mundo como servo. Em contrapartida, aquele que merece apenas desprezo se apresenta como deus.

O homem do pecado provavelmente permanecera em um templo físico em Jerusalém para se declarar deus, o cumprimento final da abominação desoladora mencionada por Daniel (Dn 7.23; 9.26,27; 11.31,36,37; 12.11) e por Jesus (Mt 24.15; Mc 13.14). É possível que essas profecias já tenham parcialmente se cumprido quando Antíoco Epifanes ergueu um templo pagão a Zeus no templo em Jerusalém, em 167 a.C. (175— 164 a.C.), e quando Tito destruiu o templo em 70 d.C. Outros interpretam a referencia de Paulo ao templo de Deus como uma referencia a Igreja. Em outras palavras, o homem do pecado tentara desviar a verdadeira adoração da Igreja para si mesmo.

2.5 — Não vos lembrais. Paulo faz os tessalonicenses se lembrarem de seu ensino anterior sobre a segunda vinda de Jesus, confirmado em sua primeira carta para eles (1 Ts4.13—5.11). Ele lhes havia ensinado que não passariam pela noite do juízo que viria sobre o mundo no dia do Senhor nem seriam objetos da ira de Deus (1 Ts 5.9).

2.6 — Este poder que detém não e identificado. Talvez seja a ordem civil estabelecida por Deus para conter o poder do mal (Rm 13.1-7). Uma vez que o versículo 7 se refere ao poder que detém como sendo uma pessoa, talvez seja o imperador romano, a personificação da lei romana. Outros acreditam que Paulo tem em vista a soma total do poder moral que existe na Igreja por meio da pessoa do Espirito Santo. Seja qual for o caso, Deus esta no controle. O homem do pecado não poderá aparecer até que Deus o permita.

2.7 — Já o mistério da injustiça opera. O mal e o engano que o homem do pecado representa já existem neste mundo. Joao afirma que ha muitos anticristos em ação no momento (1 Jo 2.18). Quem se opõe a Cristo e a Sua Igreja e procura enganar os outros para que adorem falsos deuses e contra Cristo e, nesse caso, e um anticristo. Um que, agora, resiste. Havia uma boa razão para explicar por que o homem do pecado não havia sido revelado. Aquele que o detinha naquele momento, provavelmente o Espirito de Deus, tinha de ser tirado do mundo. Deus tem restringido o pecado no mundo por meio do poder do Espirito Santo. O Espirito trabalha diretamente por meio da Palavra, de pessoas piedosas e de Seus santos anjos para fazer avançar o Reino de Deus e deter o mal.

Alguns interpretam a expressão seja tirado nesse versículo como uma referencia ao Arrebatamento, pois a Igreja não poderá existir sem a presença do Espirito. Portanto, a retirada da Igreja por meio do Arrebatamento será, na verdade, a retirada de tudo o que detém o poder do pecado neste mundo. Há varias outras interpretações para esse versículo e a identidade de quem detém o pecado. O Estado romano, o imperador de Roma, a obra missionaria de Paulo, o Estado judeu ou o principio da Lei e do governo incorporado no Estado foram propostos como aquilo que detém a injustiça.

2.8,9 — Embora seja revelado como alguém extremamente poderoso (Ap 13.7), o homem do pecado será destruído por Cristo e lançado no lago de fogo quando o Senhor vier (Ap 19.19,20). O poder, e sinais, e prodígios de mentira do iniquo serão ofuscados pela gloria e esplendor de Cristo em Sua segunda vinda. E significativo observar que Satanás, a fim de promover sua mentira no final dos tempos e se passar como um deus, usará o mesmo tipo de poder, sinais e prodígios que o Espirito de Cristo usou no inicio dos tempos para autenticar a verdade sobre si mesmo como Deus (2 Co 12.12; Hb 2.4).

2.10.11 — A condenação do homem do pecado se estende a seus seguidores, que não receberam o amor de verdade a fim de serem salvos [e rejeitaram]. Embora muitos venham para Cristo apos o Arrebatamento, aqueles que rejeitam a Cristo antes deste acontecimento também não irão recebê-lo depois. Sem duvida, muitos que ouviram falar superficialmente do evangelho e afastaram-se ainda poderão ser salvos apos o Arrebatamento; ao contrario daqueles que foram convencidos pelo Espirito e, intencionalmente, se afastaram.

2 .1 1 .1 2 — Deus lhes enviara a operação do erro. Deus não e o autor do engano, mas permite que aqueles que rejeitam a verdade sejam enganados pela falsidade. Seguindo essa falsidade, eles serão eternamente condenados (NVI). Nós nos perdemos quando optamos pela iniquidade e ela se torna nossa fonte de prazer. O ensino de Paulo sobre a segunda vinda de Jesus, de acordo com 1 e 2 Tessalonicenses, pode ser integrado. Os cristãos que morreram, sem duvida, participarão da volta de Cristo (1 Ts 4.13-18). Os cristãos que estiverem vivos deverão se preparar para não serem apanhados de surpresa pela volta de Cristo, como acontecera com os incrédulos (1 Ts 5.1 -11).

Por outro lado, os cristãos não devem pensar que a segunda vinda ocorreu e eles foram deixados. Embora Cristo possa vir muito em breve, primeiro o iníquo se levantara para liderar uma grande rebelião contra Deus (2 Ts 2.1-12).

2.12 — Os incrédulos também receberão a condenação daqueles que rejeitaram a verdade e tiveram prazer em sua própria iniquidade. Rejeitar a verdade do evangelho sempre resulta em condenação. Ate aqueles que nunca ouvem o evangelho podem rejeitar a revelação de Deus na natureza (Rm 1.18-21).

2.13 — Nestes versículos, Paulo enfatiza a importância de crer na verdade. Mais uma vez, ele começa com ações de graças (2 Ts 1.3; 1 Ts 1.2; 2.13; 3.9). Paulo estava sempre dando graças ao Senhor pelos cristãos. Ele sempre agradecia pela salvação deles, que estava baseada na escolha deles por Deus, na obra divina realizada neles por meio do Espirito e da Palavra, e na glorificação final deles.

Elegido. O tempo grego deste verbo indica que, no passado, Deus escolheu os tessalonicenses para serem Seu povo, separado como santo para Ele. A salvação deles foi realizada pelo Espírito quando eles depositaram sua fé em Cristo. Contudo, observe o equilíbrio do Espírito e a verdade (a Palavra). O Espirito sem a Palavra e mudo; ele não tem nada a dizer. A Palavra sem o Espírito não tem vida; ela não tem poder para agir. A obra do Espírito esta sempre ligada a obra da Palavra para convencer o cristão da verdade.

2.14 — Nosso evangelho. Em 1 Ts 1.5, Paulo usa essa expressão para falar da boa notícia de que Jesus morreu por nos. Em outras passagens, ele a chama de evangelho de Cristo (1 Ts 3.2) e evangelho de Deus, o Pai (1 Ts 2.8). Essa e a mensagem que Paulo confiantemente proclamou entre os tessalonicenses em poder, e no Espírito Santo (1 Ts 1.5).

Para alcançardes a gloria de nosso Senhor Jesus Cristo. Paulo deixa claro que os tessalonicenses já foram salvos (v. 13) e que somente Deus os chamou. Agora, porem, ele mostra a responsabilidade que os tessalonicenses têm de responder a obra de Deus realizada neles. Por meio do poder do Espírito (v. 13), os tessalonicenses devem se preparar nesta terra para um futuro glorioso com Cristo, vivendo de um modo santo (2 Ts 1.10; 1 Ts 4.1,2).

2.15 — Tradições referem-se as instruções passadas de uma pessoa para outra. As vezes, a palavra se refere a tradições humanas, opiniões de pessoas e especulações. Mas, nesse caso, Paulo esta se referindo a verdade revelada de Deus que não contem erro. Foi isso que Paulo passou para eles. Ele comunicou parte da verdade de Deus quando esteve pregando entre eles, mais um pouco de verdade por meio de sua primeira epístola e, agora, estava comunicando mais verdade por meio de uma segunda carta.

O Novo Testamento ainda não havia sido escrito por completo, sendo suas palavras comunicadas por meio de pregações e cartas dos apóstolos. Tendo crido na verdade, os cristãos tessalonicenses agora deveriam guardá-la e permanecer firmes em sua fé. Usar a verdade e uma maneira garantida de retê-la. Se não a usar, a pessoa a perde. Se os tessalonicenses tivessem permanecido firmes na verdade, a confusão sobre a vinda de Cristo que Paulo agora estava tendo de corrigir teria sido evitada.

2.16,17 — Enquanto se prepara para as instruções que seguem no capitulo 3, Paulo ora para que Deus encoraje os tessalonicenses e os firme na verdade (uma oração similar e encontrada em 1 Ts 3.11 -13). Eles só poderiam ter esperança porque Deus com graça os escolheu como Seu povo, os amou e lhes deu a salvação eterna. Paulo usa console e conforte no singular com o sujeito no plural, Jesus Cristo e o Pai, para indicar a unidade e a igualdade dessas duas pessoas da deidade (1 Ts 3.11).



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Posted by Eduardo G. Junior In | No comments
1.1 — Paulo, Silvano e Timóteo também foram os autores e editores de 1 Tessalonicenses. Silvano (termo latino para Silas) foi companheiro de viagem de Paulo desde o inicio da segunda viagem missionaria. Participou da fundação da Igreja em Tessalônica (At 17.1-4). Timóteo também estava acompanhando Paulo em sua segunda viagem missionaria. Seu relato acerca da igreja tessalonicense foi a razão de 1 Tessalonicenses ter sido escrito (1 Ts. 3.6-8).

A igreja. A palavra grega ekklesia significa ajuntamento ou assembleia. Embora os tessalonicenses estivessem sofrendo perseguição, e falsos mestres estivessem se infiltrando entre eles, Paulo ainda se dirige a eles como uma assembleia em Deus, nosso Pai, e no Senhor Jesus Cristo. As circunstancias conturbadas que eles estavam passando não mudavam sua posição diante de Deus.

1.2 — A saudação de Paulo e similar aquelas em outras cartas antigas (G1 1.3; Cl 1.2; 1 Ts. 1.2), mas sua expressão esta cheia de significado espiritual. Graça e o favor imerecido que Deus concede aos cristãos por meio de Jesus Cristo. Paz refere-se ao fim da inimizade entre Deus e as pessoas. Os tessalonicenses podiam sentir paz com Deus mesmo durante a terrível perseguição.

1.3-12 — Paulo agradece a Deus pelo progresso dos cristãos tessalonicenses, especialmente por resistirem a perseguição (v. 3,4). Ele os incentiva ao revelar como aqueles que são perseguidos agora serão glorificados na volta de Cristo (v. 5-10). O apostolo ora para que continuem em santidade e, consequentemente, estejam prontos quando o Senhor vier (v. 11,12).

1.3 — A fidelidade da igreja tessalonicense na perseguição deu a Paulo razão para louvar a Deus. Satanás persegue os cristãos para desanima-los e derrota-los. Estes cristãos haviam sofrido perseguição, mas continuaram a crescer em Cristo, de acordo com a primeira oração do apostolo em sua primeira carta dirigida a eles (1 Ts. 3.10; 4.9,10). Aqui o apostolo louva a Deus porque a fé dos tessalonicenses está crescendo muitíssimo. O crescimento deles vai além de todas as expectativas naturais. Aumenta descreve um crescimento expansivo similar ao aumento repentino das aguas de uma enchente. A firmeza da fé dos tessalonicenses não somente os fortalecia para resistir a situações difíceis, mas também os motivava a expressar o amor genuíno pelos outros. A fé do cristão em Cristo deve sempre culminar no verdadeiro amor pelos outros (leia o mandamento de Cristo em Jo. 13.34,35).

1.4 — A perseguição não somente prova a fé, mas a revela e a faz crescer. Fe continua e perseverança durante as perseguições dão testemunho de Cristo, do qual Paulo estava se orgulhando para as outras igrejas.

1.5-10 — Paulo incentiva os tessalonicenses a perseverarem diante do juízo iminente na volta de Cristo. O artigo definido junto com o uso do singular não deixa duvida de que ele esta se referindo a um evento no futuro em que o justo Juiz corrigira as terríveis disparidades que existem agora.

1.5,6 — Embora os tessalonicenses estivessem resistindo a perseguição (At 17.5-9; 1 Ts. 2.14), Paulo explica que os perseguidores deles receberiam o troco de Deus. O justo juízo de Deus requer que os injustos sejam castigados por perseguirem os justos (Sl. 9; 10; 17; 137; Ap. 6.9,10). Além disso, se souberem lidar com suas perseguições, os cristãos serão considerados dignos da grande recompensa no reino vindouro de Deus (Mt 5.12; 1 Pe. 2.19,20). Os cristãos são chamados a resistir ao sofrimento neste mundo, pois receberão uma recompensa muito maior no mundo que ha de vir (2 Tm. 2.12).

1.7-9 — Descanso e estar livre da aflição que vira na volta de Cristo (Ap 6.11). A luta dos cristãos nesta terra necessariamente inclui tensão. Na vinda de Cristo, nós nos sentiremos livres dessa tensão para sempre, mesmo permanecendo ativos em Seu serviço. Esta promessa de descanso eterno no futuro ajuda o cristão que sofre a resistir as provações do presente (v. 4) • Quando se manifestar o Senhor Jesus. Neste momento, o Senhor Jesus esta entronizado na gloria, a destra do Pai (Jo. 17.5). Estevão viu essa gloria antes de ser martirizado (At 7.55,56), mas, um dia, e talvez seja logo, todo olho o vera (Ap 1.7). Observe a descrição em três partes da aparição de Jesus: desde o céu, com os anjos do seu poder, como labareda de fogo. Embora outras passagens retratem Sua vinda nas nuvens, segundo a descrição dessa passagem Jesus esta cercado de chamas flamejantes, vingando-se daqueles que o rejeitaram. Joao Batista profetizou acerca desse batismo com fogo (Mt 3.11,12; Lc 3.16,17).

Neste exato momento, Cristo batiza com o Espirito Santo aqueles que vem a Ele; mas, quando vier para julgar, Ele batizara com fogo. Hoje e o dia de salvação, mas aquele será o dia de vingança contra os que não conhecem a Deus (gentios que não creram; Ef 2.11,12) e os que não obedecem ao evangelho (judeus incrédulos que conheciam Deus, mas que rejeitaram Seu Filho; Rm 10.1, 16). Havia tanto judeus como gentios convertidos na igreja tessalonicense (At 17.1-5). Portanto, os cristãos tessalonicenses perseguidos poderiam ser encorajados pelo fato de que, quando Jesus for revelado no céu com Seus anjos, Ele trará labareda de fogo e eterna perdição sobre os inimigos de Deus, os que perseguiram os cristãos (Ap 19.12,17-19; 20.10-15). A palavra perdição não significa aniquilação; refere-se ao terrível destino daqueles que rejeitam a Jesus, a separação eterna de Deus (Mt 25.42-46).

1.10-12 — Em contraste com a destruição dos ímpios, Cristo será glorificado nos seus santos. Cristo será glorificado não somente entre os santos, mas também neles, pois os cristãos refletem Sua gloria. Paulo continuou a orar para que os cristãos tessalonicenses vivessem de modo digno para com Deus, de um modo que glorificasse a Cristo (1 Ts 2.12). Os cristãos estão determinando hoje, pelo que fazem com a graça que lhes foi dada, ate que ponto serão dignos de glorificar a Cristo no Reino que ha de vir (2 Tm 2.12).



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