• Significado de “céu” no Novo Testamento

    O Novo Testamento emprega muitas vezes o vocábulo “céu” em muitos contextos. Nesse estudo, traduzimos o comentário de uma das obras de teologia do NT mais renomadas atualmente, The Dictionary of Jesus and the Gospels [O Dicionário de Jesus e os Evangelhos], para falar sobre o assunto [...]

  • Antropologia do Novo Testamento

    O lugar das pessoas na atividade de criação de Deus é comparado a seu lugar na Sua atividade de redenção. O Novo Testamento insiste em que as pessoas não tinham aceitado a responsabilidade dada em Gênesis 1:29-30. É igualmente insistente que a alta estima de Deus para com o homem não diminuiu [...]

  • Significado de GEENA na Bíblia

    GEENA. A forma Gr. do Heb. gē–hinnom, “”vale de Hinom” (Jos. 15:8; 18:16); também chamado Topheth (II Rs 23:10). A forma Gaienna ocorre na LXX em Jos. 18:16b. A palavra é usada como nome metafórico do lugar de tormento dos ímpios, após o julgamento final [...]

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

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Interpretação de Lucas 13




Lucas 13
Interpretação de Lucas 13
1. Cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios. Provavelmente os galileus, que eram nacionalistas fanáticos, criaram um tumulto em Jerusalém. Pilatos que estava lá durante a festa, mandou que seus soldados interviessem. O resultado foi um conflito sangrento nos átrios do templo. Tal atitude estava inteiramente de acordo com o conhecido caráter de Pilatos.
2. Mais pecadores do que todos os outros galileus? Qualquer calamidade fora do comum logo é interpretada como castigo especial para os implicados.
3. Não eram, eu vos afirmo. Jesus não concordou com a idéia de que as vítimas de Pilatos fossem excepcionalmente pecadoras, mas disse que um destino semelhante aguardava todos os que não se arrependessem. Ele podia ter em mente o destino iminente da destruição da cidade no cerco romano em 70 A.D. (cons. 19:41-44; 21:20-24).
4. Aqueles dezoito. Ele mencionou outro acontecimento recente que foi muito discutido na cidade, e fez uma aplicação semelhante.
63. Os homens que detinham Jesus zombavam dele. O tratamento que os capangas do Sinédrio davam era inteiramente ilegal. Um prisioneiro devia ser mantido intacto até que fosse oficialmente condenado. Mas nosso Senhor foi deixado à mercê de uma guarda irresponsável entre o interrogatório dos sacerdotes e o seu aparecimento diante de Pilatos.
66. Logo que amanheceu. De acordo com a lei judaica, o Sinédrio (concilio) não devia se reunir à noite. Mateus (26:57, 58) e Marcos (14:53, 55) dizem que houve uma audiência preliminar na casa do sumo sacerdote, e que uma sentença formal foi pronunciada cedo de manhã (Mt. 27:1; Mc. 15:1). Lucas só menciona esta última. O concílio, ou Sinédrio, consistia de setenta ou setenta e dois anciãos e doutores. Tinha permissão dada por Roma de julgar questões religiosas e civis, mas não podia aplicar a pena capital sem a concordância do governo romano.
67. Tu és o Cristo? Lucas registra duas perguntas feitas pelo Sinédrio. Esta, se respondida afirmativamente, seria interpretada como confissão de traição, pois todos os messias eram tidos como rebeldes em potencial contra o governo romano.
69. Desde agora estará assentado o Filho do homem à direita do Todo-Poderoso. Jesus proclamou o Seu messiado declarando que subsequentemente seria elevado à direita de Deus.

70. Logo, tu és o Filho de Deus? A segunda pergunta tinha a intenção de incriminar Jesus junto ao povo. Se ele proclamasse ser o Filho de Deus, seria acusado de blasfêmia. Vós dizeis que eu sou. A expressão equivale a um "Sim".
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Interpretação de Lucas 12




Lucas 12
Interpretação de Lucas 12
1. Do fermento dos fariseus. O fermento costuma representar o mal. O efeito da fermentação e consequente decomposição era típico da operação insidiosa do pecado no coração humano.
3. Interior da casa. A despensa de uma casa oriental, à qual só os privilegiados tinham acesso. O que fosse falado ali, normalmente não seria ouvido por mais ninguém. Sobre os eirados. Uma alusão à pública anunciação de notícias através de uma falação gritada de um terraço para o outro.
5. Temei aquele. Refere-se a Deus e não a Satanás, pois Satanás não pode determinar o destino da alma humana. Temer não dá a entender um pavor servil, mas respeito sadio. Inferno. Tradução de geena, forma grega para o hebreu ge-hinnom, ou "Vale de Hinom", que ficava a sudoeste da antiga Jerusalém. No tempo dos reis fora o centro da idolatria, e mais tarde, devido a reformas, converteu-se em depósito de lixo da cidade. O fogo estava sempre aceso ali para consumir o lixo. O lugar foi usado como figura do destino dos perdidos.
6. Não se vendem cinco pardais por dois asses? Em outra ocasião Jesus citou o preço dos pardais como sendo dois por um asse (Mt. 10:29). Eram tão baratos que pelo preço de quatro recebia-se um de graça. Mas Jesus disse que o Deus infinito preocupa-se com a morte de cada passarinho.
7. Bem mais valeis. Uma vez que a tremenda compaixão de Deus pelo homem está em paralelo com a sua autoridade sobre o destino do homem, Sua preocupação deveria evocar mais amor do que medo.
8. Confessar. Jesus estava fazendo um apelo aos discípulos para que declarassem publicamente a sua lealdade.
9. O que me negar. Aqui, negar não é excluir, mas deserdar. Jesus proclamou o direito de condenar ou recompensar qualquer homem na presença de Deus.
10. Para o que blasfemar contra o Espírito Santo. A calúnia contra o Espírito Santo é irremediável porque exclui um homem da área de ação do único poder que pode transformar a sua vida interior. O Espírito Santo é o mensageiro de Deus aos homens, do qual os crentes dependem para conhecimento da realidade da verdade de Deus.
11. Não vos preocupeis. Uma instrução para os mártires, não para pregadores ou professores.
13. Mestre, ordena a meu irmão. Este homem queria propriedades, não justiça. Queria que Jesus exercesse sua autoridade, mas não lhe pediu que se aprofundasse nos méritos da questão.
14. Quem me constituiu juiz? O Senhor se recusou a decidir pela conveniência pessoal de um homem.
16. O campo de um homem rico. Mais uma vez Jesus podia estar citando um caso verídico (conf. 11:30 e segs.), para ilustrar o princípio citado no v. 15.
17. Que farei? O fazendeiro estava preocupado com suas riquezas, mas não imaginou a possibilidade de utilizar suas abundantes colheitas para o benefício de outros. 18. Celeiros. Em grego, apothêkê, armazém, depósito.
19. Alma: Tens em depósito muitos bens para muitos anos. O homem rico não contava com a repentina intimação que receberia de comparecer diante de Deus, deixando as propriedades que tão cuidadosamente acumulou. Na certeza de uma boa colheita, o homem, fazendeiro riquíssimo, estava pronto para se aposentar. Tinha concepção errada de várias coisas: Que a alma podia ser satisfeita com bens materiais; que os bens materiais podiam durar muitos anos; que ele viveria o tempo suficiente para gozar de tudo.
20. Esta noite te pedirão a tua alma.
21. Rico para com Deus. Jesus deu a entender que a riqueza pode ser investida em valores eternos (cons. 16:9).
22. Não andeis ansiosos pela vossa vida. Cristo não elogiou a negligência, mas ensinou que o alimento e a roupa não constituem a única ou primária preocupação do homem. O que o homem é é mais importante do que o que ele tem.
25. Curso. (gr. rêlikia) pode significar "idade" (Jo. 9:21), mais do que "tamanho". o problema do homem rico não era a sua altura, mas o tempo que tinha para desfrutar dos seus bens.
27. Observai os lírios. Essas flores eram provavelmente anêmonas. Cresciam profusamente nos campos da Galileia, colorindo-os profusamente com tons de vermelho e púrpura, as cores reais. Salomão, em toda a sua glória, isto é, quando vestido em suas roupas reais, não tinha a aparência esplêndida dessas florzinhas humildes.
28. Amanhã é lançada no forno. Lenha é coisa quase impossível na Palestina; consequentemente, capim e mato seco eram usados para cozinhar. A relva tem vida curta; mas se Deus está pronto a vesti-la de cores vistosas, quanto mais cuidado ele despenderá com o homem, cujo espírito vive para sempre!
30. Porque os gentios de todo o mundo é que procuram estas coisas. Posses materiais são o interesse principal dos gentios, os quais (do ponto de vista judeu) não conhecem a Deus. Jesus disse que para os seus discípulos esses bens materiais deveriam constituir um valor secundário.
31. Buscai antes de tudo o reino de Deus. O Mestre deu aos seus discípulos um novo objetivo na vida – trabalhar para o reino de Deus.
35. Cingidos estejam os vossos corpos e acesas as vossas candeias. Sendo as vestes orientais longas e flutuantes, o usuário tinha de prender as fraldas de seu manto sob o cinto para ter liberdade de movimentos. os candeeiros eram acesos com brasas vivas, pois ainda não existiam fósforos.
36. Ao voltar ele das festas de casamento. O noivo oriental, depois de jantar com os seus amigos, vinha à casa da noiva para reclamá-la. Considerando que o retorno acontecia tarde da noite, o noivo esperava que seus servos estivessem vestidos para o trabalho e com as lâmpadas acesas. Os tradicionais preparativos para o casamento eram um símbolo da disposição para a sua volta.
39. A que hora havia de vir o ladrão. A mudança de figura do noivo para o ladrão enfatiza o elemento do aparecimento inesperado. Paulo aplicou a mesma figura de linguagem para a Segunda Vinda (I Ts. 5:2).
41. Senhor proferes esta parábola a nós ou também a todos? Para esclarecer se ele estava se dirigindo aos discípulos exclusivamente ou a toda a multidão a sua volta, Jesus contou a parábola seguinte.
43. Aquele servo (gr. doulos, "escravo"). Um mordomo era geralmente um escravo encarregado de cuidar da casa do seu senhor.
45. O meu senhor tarda em vir. A parábola diz que o ceticismo sobre a volta do Senhor produz abuso de autoridade e relaxamento de conduta.
46. Virá o Senhor daquele servo. A vinda do Senhor trará recompensas para os fiéis e juízo para os infiéis. Castiga-lo-á. Provavelmente o significado é literal, pois os senhores romanos tinham poder de vida e morte sobre seus escravos. A má administração de uma propriedade podia provocar a pena de morte.
48. A quem muito foi dado, muito se lhe será exigido. A linguagem sugere graus de castigo.
49. Vim para lançar fogo sobre a terra; e bem quisera que já estivesse a arder (Original: Vim para lançar fogo sobre a terra; e como eu gostaria de já tê-lo aceso!) Nosso Senhor percebia que sua missão era divisora e perturbadora. Ele via claramente que a cruz seria ponto de controvérsia e argumentação, e queria que esse levantamento (Jo. 12:32) já estivesse consumado.
50. Tenho, porém, um batismo com o qual hei de ser batizado. Cristo se referia à sua morte (cons. Mc. 10:38). Ele sentia que o seu poder seria restrito até que a obra da cruz fosse consumada.
51. Não... antes, divisão. O judaísmo era uma religião da família, na qual as pessoas adoravam em família mais do que individualmente. Jesus previu que suas declarações poderiam cortar laços familiares, e exigiriam decisões individuais.
56. Entretanto, não sabeis discernir esta época? Os contemporâneos de Jesus não percebiam a importância da sua vinda, nem a seriedade da sua rejeição.

58. Magistrado. O delegado ou policial (gr. praktorî), que executava as ordens do tribunal.
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Interpretação de Lucas 11




Lucas 11
Interpretação de Lucas 11
1. Estava Jesus orando. Nem Lucas, nem Mateus dão a localização exata da ocasião em que Jesus deu aos seus discípulos esta oração modelo. Mateus a inclui no Sermão do Monte (Mt. 6:9-13).
2. Quando orardes, dizei. Ele não pretendia que seus discípulos repetissem esta oração como papagaios. Antes, diversos pedidos nela contidos serviriam de guia para uma atitude e conteúdo corretos. Pai. Jesus usou uma palavra infantil para pai, a qual também aparece em Rm. 8:15. É usada pelos hebreus de hoje dentro do círculo familiar, e implica em familiaridade baseada no amor. Deus é o Pai de todos os que aceitam a Cristo (Jo. 1:12). Santificado seja o teu nome. O primeiro pedido refere-se à honra de Deus não às necessidades do suplicante. A santidade de Deus não deve ser conspurcada pela atitude daquele que ora. Venha o teu reino. O governo de Deus deve se tornar mundialmente conhecido. Jesus não mandaria que seus discípulos orassem pela vinda do Reino se já estivesse presente. Seja feita a tua vontade (não aparece na Almeida). A vontade de Deus está sendo feita no céu pelos anjos sem hesitação ou discordância. A oração pede o mesmo tipo de obediência da parte do adorador.
3. Dá-nos de dia em dia. O grego é conciso e pitoresco: Continua nos dando a nossa parte diariamente.
4. E perdoa-nos os nossos pecados. É um pedido e uma confissão. É um reconhecimento da necessidade, porque o homem é pecador; e um pedido da graça divina. A todo o que nos deve. O pecado é uma dívida que temos para com Deus e a qual o homem jamais poderá pagar. "Em quem (Cristo) temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça" (Ef. 1:7). E não nos deixes cair em tentação. A tentação nem sempre significa solicitação do mal, pois Deus não tenta nesse sentido (Tg. 1:13). A oração é no sentido do crente ser poupado do teste que o forçaria a cometer o mal.
5. Qual dentre vós tendo um amigo. A parábola seguinte foi dada por Jesus para ilustrar a certeza do atendimento à oração. Nela, Ele colocou a oração sobre a base da amizade pessoal com Deus. Meia-noite. A hora mais perigosa e mais inconveniente para uma visita. Nos dias de nosso Senhor, raramente uma pessoa se aventurava sair à noite, por causa dos bandidos.
6. Um meu amigo... chegando de viagem. Se o amigo viajou a pé o dia inteiro, e só chegou à meia-noite, devia estar com muita fome. A hospitalidade exigia que fosse alimentado.
7. Já está fechada a porta, e os meus filhos estão comigo, também já estão deitados. Os lares orientais não tinham quartos de dormir separados. Geralmente o pai da família trancava a porta e, então, desenrolava esteiras sobre o assoalho para as crianças. Ele e a esposa ocupavam a cama ou o espaço mais perto da parede. Seria impossível alcançar a porta sem perturbar as crianças.
8. Por causa da importunação. O persistente bater do visitante noturno era mais aborrecido do que abrir a porta e dar-lhe o pão.
9. Pedi o que não tendes; buscai o que não está visível; batei e os obstáculos serão removidos. Estas três palavras sintetizam o conteúdo da oração persistente.
10. Todo o que. Nosso Senhor prometeu dar uma resposta completa; ele não fez exceções.
11. O pai. Jesus indicou um laço mais forte entre Deus e o homem do que entre amigo e amigo. Ele dá não somente porque o homem é persistente, mas porque Ele ama Seus filhos. Ele não fará menos por estes do que qualquer pai terrestre faria por sua família.
13. Pois, se vós. Se os seres humanos que são maus podem agir de maneira benigna e amorosa, quanto mais Deus? O Espírito Santo. Mateus, em passagem paralela, diz "boas dádivas" (Mt. 7:11). Lucas enfatiza de maneira especial o dom do Espírito Santo.
15. Belzebu. O texto grego nos melhores manuscritos diz Belzebul, uma tradução de Baalzebub, no hebraico, "senhor das moscas" ou "senhor da habitação". Era o título conferido a um dos deuses filisteus, e foi introduzido no judaísmo como título de Satanás. Uma vez que inimigos de Jesus não admitiam que ele viesse de Deus, atribuíam a uma fonte super-demoníaca o seu poder sobre os demônios.
16. Um sinal do céu. A completa irracionalidade dos seus inimigos ficou comprovada pela exigência que se dessem um sinal quando tinham acabado de testemunhar um.
18. Se também Satanás estiver dividido contra si. O Senhor destacou que seria tolice pensar que Satanás estivesse desfazendo a sua própria obra.
19. Por quem os expulsam vossos filhos? Se as suas obras deviam ser atribuídas ao poder do diabo, os judeus podiam justificar melhor seus próprios filhos quando exorcizavam demônios?
20. Pelo dedo de Deus. Uma figura de linguagem para o poder de Deus. O exercício do poder de Deus provava que Jesus introduziu o governo de Deus entre nós.
21. O valente... armado. Satanás é o valente que mantém em suas garras aquilo de que se apossou.
22. Um mais valente. Jesus declarou sua superioridade sobre Satanás, e sua capacidade de libertar os homens do poder do diabo.
23. Quem não é por mim. Compare este versículo com o seu oposto em 9:50. No exemplo anterior ele falava de um homem que estava cooperando inconscientemente com ele, enquanto que neste exemplo ele falava daqueles que conscientemente se lhe opunham.
24. Quando o espírito imundo sai do homem. Cristo usou o milagre que acabara de realizar como ilustração de uma verdade espiritual. O vácuo deixado pelo afastamento do mal tem de ser preenchido com o que é bom, ou o mal não se torna pior. Por lugares áridos. Os desertos eram supostamente habitados pelos maus espíritos (veja Is. 13:19-22).
27. Bem-aventurado aquela que te concebeu. Pronunciando uma bênção sobre a mãe de Jesus, esta mulher estava elogiando o próprio Salvador.
28. Bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam. O Senhor insinuou que Ele desejava obediência e não elogios.
29. Sinal... o do profeta Jonas. A milagrosa libertação de Jonas da morte iminente, para que cumprisse com a obrigação que tinha com os ninivitas, era uma figura da Ressurreição. A volta de Cristo da morte foi uma tão grande prova do Seu ministério quanto o salvamento de Jonas.
31. A rainha do sul. A rainha de Sabá, um país na extremidade sul da Arábia. Veio dos confins da terra. Considerando que as viagens eram lentas e difíceis, a longa viagem da rainha foi uma prova de sua ansiedade em conhecer Salomão (I Reis 10:1-10). A sabedoria de Salomão. Hoje, Salomão seria classificado como escritor, cientista, "connoisseur" de arte, patrono da indústria e homem de estado. Nosso Senhor foi proclamado maior do que Salomão.
32. A pregação de Jonas trouxe o arrependimento aos habitantes pagãos da populosa e perversa cidade de Nínive (Jn. 3:5-9; 4:11). Jesus declarou que era um pregador maior do que Jonas. O mundo não reconheceu sua grandeza de sabedoria ou pessoal.
33. Uma candeia. Literalmente, lamparina. Em lugar escondido. A palavra (gr. knyptên) pode ser traduzida para porão (veja Arndt in loco). Do alqueire (gr. modios, uma palavra emprestada do latim). Uma medida contendo aproximadamente um celamim (pouco mais de dois litros e meio). Velador. Uma haste de madeira para sustentar a lamparina.
34. Bons. Desanuviado, devidamente focalizado, ou sadio. Maus refere-se ao defeito físico.
37. Um fariseu o convidou para ir comer com ele. Lucas registra ocasiões numerosas nas quais o Senhor foi convidado para jantar (5:29; 7:36; 14:1; 19:5; cons. Jo. 2:1-11; 12:1, 2). Ele utilizava essas oportunidades para alcançar os homens que de outra maneira não lhe dariam atenção.
38. Admirou-se ao... que não se lavara primeiro. Os fariseus lavavam-se regularmente antes das refeições, observando um cerimonial. A negligência de Jesus parecia ser uma recusa direta de guardar a Lei, e um insulto ao anfitrião. A reação do fariseu talvez fosse expressa em palavras, ou então o Senhor talvez tenha lido seus pensamentos.
39. Vós, os fariseus, limpais o exterior. Os fariseus eram os puritanos do judaísmo, que eram excessivamente severos em relação à observância externa da Lei. Jesus os criticou drasticamente por causa de sua hipocrisia, pois eles nutriam toda sorte de cobiça e crueldade em seus corações.
40. Insensatos! Um termo que Cristo raramente usou, e só em relação àqueles que eram moralmente pervertidos, não apenas mentalmente obtusos.
41. Dai antes do que tiverdes. Se os fariseus dessem generosamente aos pobres, não teriam de se preocupar com purificações cerimoniais.
42. Dais o dízimo da hortelã, a arruda, e de todas as hortaliças. Eles davam o dízimo até dos vegetais que cresciam em suas hortas, mas deixavam de cumprir obrigações maiores de amar seus próximos.
43. Primeiras cadeiras nas sinagogas. Os assentos da frente nas sinagogas eram geralmente reservados para os membros mais importantes.
44. As sepulturas invisíveis. Qualquer contato com um defunto ou com uma sepultura constituía infração da Lei. Geralmente as sepulturas eram pintadas de branco para que fossem visíveis à noite, além do dia. Jesus disse que os fariseus, através do seu exemplo, inconsciente obrigavam os outros homens a infringir a Lei e a se contaminarem.
47. Porque edificais os túmulos dos profetas. Os mártires de uma geração tornam-se os heróis da seguinte. Era mais fácil para os filhos construírem monumentos aos profetas do que para os seus pais obedecê-los.
50. Desta geração. A rejeição dos mensageiros divinos culminou com o crime da geração de Jesus, porque eles o recusaram.
51. Desde o sangue de Abel, até ao sangue de Zacarias. Abel foi o primeiro mártir da história do V. T. (Gn. 4:8), Zacarias foi o último (II Cr. 24:20-22), de acordo com os livros da Bíblia hebraica, a qual termina com os livros de Crônicas, e não como a nossa.

52. Tomaste a chave da ciência. Jesus acusava os peritos na Lei de não cumprirem com suas obrigações. Era obrigação sua dar a luz ao povo, explicando a Lei; pelo contrário, eles mantinham o povo na ignorância,
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Interpretação Lucas 10



Lucas 10
B. O Ministério dos Setenta. 10:1-24.
Interpretação Lucas 10
Só Lucas registra a missão dos Setenta. Jesus devia ter muitos discípulos se pôde enviar setenta homens numa missão missionária pelas cidades da Galileia e Judeia. Edersheim (Alfred Edersheim, The Life and Times of Jesus the Messiah, Vol. II, pág. 135) sugere que Jesus os enviou em algum momento antes da Festa dos Tabernáculos precedendo a sua morte. De sua linguagem pode-se deduzir que foi rejeitado pelas multidões das cidades da Galileia (10, 13, 15) e que pretendia deixar o distrito permanentemente.
1. Depois disto. A cronologia de Lucas é indefinida; mas ele coloca estes acontecimentos depois da crise da Transfiguração. De dois em dois. Jesus enviara os Doze do mesmo modo numa missão anterior (Mc. 6:7). Enviando-os aos pares fortalecia o seu testemunho, e tornava a viagem mais agradável. Aonde ele estava para ir. Os Setenta deviam preparar as pessoas para o seu último apelo.
2. A seara. Jesus usou esta figura muitas vezes ao falar sobre a colheita dos crentes (Jo. 4:35, 36; Mt. 13:30, 39).
4. Não leveis bolsa, nem alforje, nem sandálias. A viagem seria curta, e sua urgência exigia pressa. Estavam proibidos de sobrecarregar-se com bagagem desnecessária. A ninguém saudeis. O Senhor não pretendia que fossem descorteses, mas as saudações orientais eram tão elaboradas que perderiam muito tempo na cerimônia.
6. Filho de paz. Uma expressão idiomática hebraica, significando um homem pacífico. Filho de era frequentemente empregado como um substantivo para enfatizar a característica. João e Tiago eram chamados "filhos do trovão" (Mc. 3:17) por causa de sua índole violenta.
7. Não andeis a mudar de casa em casa. Jesus queria que seus discípulos fossem mensageiros, não mendigos. Não deviam andar sem destino, à procura dos alojamentos mais confortáveis e da companhia mais agradável.
9. Curai os enfermos. Cristo conferiu aos discípulos o poder de curar como parte do seu ministério. Não há nenhuma indicação que todos eles ficassem de posse desse poder permanentemente.
12. Naquele dia. Esta frase foi frequentemente usada nos livros proféticos do V.T. falando do dia do juízo no tempo do fim (Amós 8:9, 9, 11; Sf. 1:14; Zc 12:8, 11; 13:1; 14:4). Sodoma. Uma cidade dos tempos de Abraão, que foi tão desprezível que Deus a destruiu através de juízo excepcional (Gn. 19: 13, 24).
13. Tiro e Sidom eram cidades fenícias notáveis por seu luxo e libertinagem. Saco. Um tecido grosseiro usado pelos pranteadores em sinal de tristeza.
17. Então regressaram os setenta. Sua missão parece que teve sucesso. Os Doze fracassaram em curar o rapaz endemoninhado (9:40); mas os Setenta deram a notícia de que até os demônios fugiam à menção do nome de Jesus.
18. Eu via a Satanás... como relâmpago. Quando caía seria uma tradução melhor. Jesus deu a entender que o poder de Satanás foi destruído, e que o sucesso desses discípulos foi uma evidência da vitória.
19. Poder é autoridade, o direito de ordenar.
20. Alegrai-vos,... e sim, porque os vossos nomes estão arrolados nos céus. O maior motivo para regozijo não foi a vitória momentânea sobre forças sobrenaturais, mas o triunfo eterno de ser alistado entre os cidadãos do céu. Arrolados pode significar registrados em um registro público (cons. Hb. 12:23; Ap. 3:5; 22:19).
21. ... exultou Jesus. O sucesso da viagem dos Setenta encorajou Jesus, pois o poder de Satanás não fora suficiente para impedir que a revelação de Deus lhe fosse dada.
22. Ninguém sabe quem é o Filho, senão o Pai. Este versículo tem uma forte semelhança com a fraseologia de Jesus conforme registrada no Evangelho de João (cons. Jo. 5:22, 23). Uma vez que foi dito em particular, pode ser uma evidência de que os discursos joaninos também foram particulares em sua natureza. Parece que os discursos públicos de Nosso Senhor foram apresentados em um estilo diferente.

C. Ensinamentos Públicos. 10:25 - 13:21.
25. Um certo... intérprete da lei. Na comunidade judaica o "doutor da lei" era um perito nos ensinamentos religiosos da lei mosaica e não propriamente um advogado jurídico. Pôr... em provas. O doutor estava experimentando Jesus para ver o que ele diria em resposta a uma pergunta ardilosa. Vida eterna era um assunto corrente nos debates religiosos (18:18).
26. Que está escrito na lei? O Salvador aceitava a autoridade do V.T. como a revelação de Deus. Sua pergunta dá a entender que o doutor da lei poderia encontrar a resposta para sua dúvida nas próprias Escrituras se ele realmente as estudasse.
27. A isto ele respondeu. A resposta do doutor da lei foi um composto de dois textos – Dt. 6:5 e Lv. 19:18. O primeiro fazia parte do Shema Judeu, ou credo, que costumava ser recitado nos cultos nas sinagogas.
Coração (gr. kardia) é a vida interior, não necessariamente apenas emoção. Alma (gr. psyché) é personalidade, o ser consciente. Forças (gr. ischuî) é a força física. Entendimento (gr. dianoia) é a capacidade de pensar.
29. Querendo justificar-se. Percebendo que fora apanhado por suas próprias palavras, uma vez que não guardara a Lei, o doutor começou a tergiversar sobre uma definição. Judeus estritos não reconheceriam que qualquer que não era judeu era o próximo.
30. Certo homem. Embora a história de Jesus seja chamada de parábola, pode muito bem ter sido a narrativa de um acontecimento real. Descia de Jerusalém. Literalmente verdadeiro, pois Jerusalém fica cerca de 800 m acima do nível do mar, e Jericó fica perto de cerca de 400 m abaixo do nível do mar. A estrada é cheia de curvas e estreita, serpenteando entre desfiladeiros rochosos, onde salteadores podiam facilmente se esconder.
32. Um levita. Os levitas serviam no Templo. Nem o sacerdote nem o levita tentaram ajudar o homem. Talvez pensassem que estivesse morto, e não quiseram se contaminar pelo contato com um cadáver.
33. Certo samaritano. Os samaritanos eram desprezados pelos judeus porque descendiam de gentios e porque seu tipo de culto era diferente do judaísmo ortodoxo. Eles adoravam no Monte Gerizim e não em Jerusalém, e mantinham um sacerdócio deles mesmos. Um pequeno grupo ainda sobrevive na aldeia de Nablus, perto do local da antiga Siquém.
34. Chegando-se. Se os salteadores ainda estivessem escondidos nas proximidades, o samaritano estava arriscando a sua vida. Jesus mostrou que o samaritano teve a atitude de amor que a Lei exigia.
35. Dois denários. O equivalente ao salário de dois dias. Ele estava pagando as despesas de um completo estranho, só por causa de sua boa vontade.
36. Qual... ter sido o próximo? Esta pergunta envergonhou o doutor e obrigou-o a admitir que o verdadeiro próximo não foi nenhuma das autoridades sacerdotais do Judaísmo, mas o samaritano.
38. Num povoado. João (12:1) diz que a aldeia era Betânia, cerca de duas milhas de Jerusalém sobre a estrada que levava a Jericó e à Transjordânia. Jesus devia visitá-las com frequência quando viajava entre a Galileia e Jerusalém. Parece que Marta era a irmã mais velha, que assumia a responsabilidade de dona de casa.
39. A ouvir-lhes os ensinamentos. A palavra grega (êkouen) significa que ela estava continuamente ouvindo o Mestre, ou que era seu costume fazê-lo. "Sempre costumava ouvir os seus ensinamentos" seria uma boa paráfrase.
40. Ocupada. A palavra grega (periespato) significa separada ou afastada, portanto "distraída" ou "sobrecarregada".
41. Marta, Marta. Em diversas ocasiões, de acordo com a narrativa de Lucas, Jesus repetiu um nome quando quis fazer alguma declaração extraordinariamente impressiva (veja 22:31; cons. Atos 9:4).

42. Pouco é necessário, ou mesmo uma só coisa. Marta achava que "muitas coisas" eram necessárias para o conforto do Senhor, e estava se desgastando para prepará-las. Sua companhia significava mais para ele do que os pratos que cozinhava.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

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Interpretação de Isaías 51





Isaías 51
Sermão III. Encorajamento a Confiar em Deus, Não Temendo o Homem. 51:1-16.

Interpretação de Isaías 51
1-3. Israel devia se confortar quanto ao futuro com base na fidelidade divina no passado. Abraão era a rocha da qual seus descendentes tinham sido cortados tendo uma qualidade de rocha conferida a ele pela fidelidade e misericórdia divina. Desse único ancestral Deus formou uma nação grande e numerosa. Ele tem o propósito de no futuro estabelecê-la em um Éden moderno (em que a terra de Canaã será transformada quando o próprio Israel for transformado espiritualmente).
4-8. O Senhor promete julgar o mundo e purgá-lo do mal.
4. Lei aqui significa "instrução autorizada". O padrão divino de justiça será colocado como padrão para todas as nações da terra, que se submeterão à autoridade de Jeová por meio da conversão e confiarão em Sua força e graça. Sua salvação provará ser mais duradoura que os céus físicos (que são temporais, porque é matéria, enquanto as almas redimidas habitarão para sempre na presença de Deus). Considerando que todos os incrédulos que rejeitam a Cristo são destinados à mais completa destruição, nenhum crente poderia jamais fraquejar diante da ameaça do mundo ou da hostilidade dos homens ímpios, cuja causa é desesperada e cujo destino é certo.
9-11. O crente ora para que Deus possa realmente cumprir Sua promessa.
9. O braço de Jeová implica em Sua intervenção ativa e sobrenatural para salvar o Seu povo e punir Seus inimigos. Raabe, E.R.C. (arrogância ou violência furiosa) é aqui um monstro mitológico representando o Egito, que perdeu seus melhores carros ao atravessar o Mar Vermelho.
11. Como os israelitas do Êxodo explodiram em cânticos alegres quando de sua libertação (Êx. 15), assim foi o retomo dos deportados quando voltavam da Babilônia em 537 A.C. (este versículo é uma repetição de Is. 35:10). A perspectiva final é, sem dúvida, a bem-aventurança celestial (Ap. 15:3; 21:4).
12-16. Deus fala novamente para renovar a confiança do Seu povo. Ele aponta para a loucura do temor ao homem mortal (que só pode matar o corpo) mais que ao Criador onipotente, que no final frustra a fúria até mesmo dos oponentes mais ferozes.
14. O exilado cativo. Antes, Aquele que foi obrigado a inclinar-se (como um escravo desgraçado). Os assírios e os caldeus desceriam à destruição e apenas os judeus antes cativos sobreviveriam.
15. O mar simboliza o mundo turbulento, inquieto, não regenerado (cons. 57:20). Mas Deus colocou Sua Palavra inspirada na boca do povo da Sua aliança (v. 16); é a posse das Escrituras que dá a Israel a sua importância.

Sermão IV. Israel Convocada Para Despertar e Retornar ao Favor de Deus. 51:17 – 52:12.
17-23. Deus anuncia que Ele considera o Cativeiro penalidade suficiente para Israel, e que um novo dia de perdão já despertou. Tal como o bêbado se prejudica a si mesmo através do veneno do álcool, o Israel apóstata bebe o veneno lento da desobediência e incorre na miséria decretada pela justa ira de Deus. Destituída de toda a liderança espiritual entre os seus cidadãos, a nação depararia com calamidades que ela certamente merecia. E as ruas de Jerusalém se cobririam com seus mortos, que seriam encurralados para a matança pelos exércitos da Babilônia (v. 20). Mas então viria a vez dos brutais opressores de Judá - que arrogantemente pisaram seu corpo prostrado – beberem o copo da vingança divina.
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Interpretação de Isaías 56-57




Isaías 56

Interpretação de Isaías 56-57
Sermão VIII. Os Gentios Serão Incluídos nas Bênçãos de Israel. 56:1-8.
Temos aqui uma advertência aos crentes a que mantenham o testemunho de uma vida piedosa. No devido tempo colherão, "se não desanimarem". A guarda carinhosa do sábado foi especialmente enfatizada como sinal contratual que testifica de uma fé salvadora. Os gentios convertidos á fé de Israel recebem a afirmação de uma cidadania plena e permanente no reino de Deus. Os eunucos (e por implicação todos os crentes sem filhos) que manifestam a fé salvadora por meio de sua vida piedosa, recebem a certeza da vida eterna e uma gloria muito mais significativa do que a de uma longa linhagem de descendentes. Dois grupos estão incluídos entre o povo de Deus: os convertidos gentios e os párias de Israel. Em contraste com os crentes nominais, hipócritas, demonstrarão amor sincero pelo sábado e adesão cordial à aliança.

Sermão IX. Condenação dos Líderes Corruptos de Israel. 56:9 - 57:21.
9-12. A Acusação contra os profetas egoístas e inescrupulosos de Israel. (Esta passagem volta-se para as condições morais degeneradoras do tempo de Isaías, que prevaleciam no reinado de Manassés.) Esses profetas são descritos como atalaias que não vigiam. São como cães que não latem para advertir os homens do perigo, estando interessados apenas em encher seus próprios ventres. Ou, como pastores estúpidos, tão inteiramente ocupados com seus próprios interesses que não cuidam de suas ovelhas, mas que se entregam a bebedices.

Isaías 57
57:1, 2. Deus expressa indignação diante da situação angustiosa dos crentes fiéis e conscienciosos que estão sondo explorados pelos líderes cruéis e imorais da sociedade judia. Um exemplo notável de tal líder foi o Rei Manassés, que "derramou muitíssimo sangue inocente, até encher a Jerusalém de um ao outro extremo" (II Reis 21:16). Esses mártires, contudo, foram salvos dos horrores do iminente cerco e conseqüente exílio de Judá e passaram para o "seio de Abraão" (Lc. 16:22), para ali aguardarem a ressurreição de Cristo.
Os versículos 3-10 descrevem as abominações da adoração dos ídolos por parte de Judá.
3. O parentesco degenerado dos idólatras indica-se por suas práticas degeneradas.
4. Eles faziam esgares de zombaria e desprezo contra Jeová.
5. Junto aos terebintos e não com os ídolos. Eles consentiam em rituais e orgias sexuais nos bosques de terebintos e realizavam sacrifícios infantis.
6. Ribeiros. Antes, vales. Lá eles ofereciam bebidas aos seus ídolos.
7. Nos lugares altos se encontravam seus santuários, onde cometiam adultério espiritual.
8. O leito . . . alargas. Uma referência ao culto de diversos deuses ao mesmo tempo.
9. O rei é provavelmente o deus-rei. Moloque (e não algum reí humano).
10. Apesar da amargura e da escravidão resultante de sua vida ímpia, o povo de Judá estava demasiado obcecado para abandoná-la.
11-13. Esses compromissos teológicos foram feitos sob a pressão dos poderes pagãos – embora todos esses poderes fossem provenientes de insignificantes mortais – quando, ao mesmo tempo, negligenciou-se o seu Deus misericordioso. Nas próximas invasões eles teriam de olhar para os seus ídolos inúteis em busca de um livramento que não viria. Só verdadeiros crentes herdariam o Reino de Deus.
14-21. O profeta fala da compaixão do Senhor para com os verdadeiros arrependidos. Aterrar refere-se à construção de urna estrada atravessando campos e matas, por meio de uma elevação contínua de terna e pedras. Os tropeços são os corações idólatras e não arrependidos. O versículo 15 apresenta a declaração clássica nas Escrituras de duas habitações divinas. Vivificar, isto é, restaurar a vida ao que está espiritualmente morto (lit. fazer viver).
16. O espírito, isto é, do pecador culpado, sendo repreendido.
17. Esta cobiça (besa’) é provavelmente a expressão hebraica que mais se aproxima do português "egoísmo".
18. A graça de Deus é concedida sem o menor mérito para justificá-la.
19. O Senhor concede bênçãos que inspiram os lábios humanos a oferecerem adoração e louvor – Fruto dos seus lábios (cons. Hb. 13:15). Os homens o louvam pela paz genuína e perfeita (aqui shalom, como em Is. 26:3). Os que estão longe – gentios convertidos; os que estão perto – judeus convertidos (cons. Ef. 2:17).
20. Os perversos aqui são representados pela palavra usada para "ímpios" (Sl. 1) ou "moralmente fora de lugar" (rasha'). Os não convertidos jamais conseguem encontrar a paz verdadeira, mas finalmente são vomitados como abomináveis destroços na praia do tempo.

Seção Três. O Programa da Paz. 58:1 - 66:24.

Nesta terceira seção de Isaías a ênfase está sobre o Espírito Santo que põe em prática e estende a obra da redenção. O programa da graça divina está esboçado até o fim desta dispensação e o começo do novo mundo.
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Interpretação de Isaías 48




Isaías 48
Interpretação de Isaías 46 e 47
Sermão VIII. A Honra Divina Tem de Ser Mantida Através do Livramento de Israel. 48:1-22.

1-11. Aqui Deus adverte os hipócritas infiéis que se encontram no meio do seu povo escolhido. Esses aparentemente piedosos israelitas praticavam a idolatria nas horas vagas (v. 5) e não obstante tinham a coragem de invocar o nome de Jeová como seu Deus também, fazendo de conta que eram verdadeiros cidadãos de Sua santa cidade. A fim de denunciar a falsidade e a vacuidade desses outros deuses para com os quais dividiam a sua lealdade, Deus lhes deu a prova de sua existência como o único Deus verdadeiro a inatacável prova objetiva da profecia cumprida.
3. As primeiras coisas. A profecia da queda de Jerusalém diante dos caldeus e a deportação para a Babilônia. O ponto alto aqui é que esta profecia foi feita muito tempo – cem anos – antes de seu cumprimento. Nenhum ser humano, nem mesmo um devoto de ídolos inspirado pelos demônios pode predizer acertada e especificamente os acontecimentos com tanta antecedência.
6. Coisas novas. As profecias de livramento da escravidão e retorno à terra de Israel, não preditas antes da geração de Isaías, para que os judeus não se vangloriassem que já sabiam de tudo sobre esses futuros acontecimentos há muito tempo (v. 8). Deus sabia, muito bem desde o começo de Israel como nação, no tempo de Moisés, de que a piedade dos judeus era em grande parte um fingimento e que seus ouvidos estavam fechados ao chamado para uma vida de devoção genuína. Mas os tendo escolhido e tendo lhes dado o seu nome, Ele se refrearia, por amor à Sua glória, de acabar com eles como mereciam. Antes, Ele os purificaria de sua idolatria e impureza espiritual fazendo-os passar por grandes sofrimentos, levando-os assim ao arrependimento.
10. Prata e não com prata, uma vez que a prata não é agente de purificação na metalurgia. Literalmente, na qualidade ou capacidade da prata; isto é, com um fogo ainda mais abrasador, espiritualmente falando, do que o fogo usado para derreter o minério da prata.
11. A minha glória não a dou a outrem. Isto é, ou a) a glória de minha possessão sobre Israel não deve ser dada aos ídolos ou poderes demoníacos; ou b) a minha glória na purificação espiritual de Israel não deve ser concedida aos homens, isto é, aos próprios judeus, como se fossem capazes de auto-aperfeiçoar-se.
12-16. Jeová convida Israel a reconhecer a Sua sabedoria soberana de usar um instrumento pagão para libertá-los. Na qualidade de Criador eterno, Deus é o Senhor da história humana e toma providências além de toda suposição humana ou capacidade de prever. Era realmente uma maravilha que Deus pudesse nomear a Ciro, o libertador de Israel, 150 anos antes dele ter nascido, e amá-lo como Seu instrumento escolhido para desferir um golpe contra a Babilônia e destruir o seu poder. Mas uma maravilha ainda maior é o fato que, desde o princípio da raça humana, Deus Filho, o "anjo do Senhor" (do V. T.) e a "Palavra" ou Logos (no N. T.) têm repetidas vezes falado claramente aos filhos da aliança divina, revelando a vontade divina e o seu plano para o futuro. No versículo 16 o Cristo pré-encarnado identifica-se como o enviado pelo Pai e pelo Espírito para transmitir a mensagem profética de Deus para o profeta inspirado.
17-22. Deus amorosamente adverte o perverso e obstinado Israel, exortando o seu povo a retornar e confiar nEle, como no tempo das peregrinações do Êxodo. Ele lamenta a tragédia desnecessária da perda de suas bênçãos por causa da obstinação egoísta.
18. Paz como um rio. Um suprimento constante, abundante e frutífero de bênçãos. Justiça. A justiça e a santidade do próprio Deus implantadas e operando dentro deles e através deles como vastas e profundas ondas, fluindo em sucessão contínua.
19. Se Israel tivesse obedecido a Deus, seu nome não seria excluído (como teria de ser durante o Cativeiro na Babilônia) da Terra da Promessa.
20. Uma convocação prévia aos judeus que estariam cativos em 539 A. C. , a que não se demorassem no solo pagão da Babilônia, mas que se aproveitassem do edito permissivo de Ciro para retornar a Judá. Eles deviam dar um testemunho triunfante diante dos gentios ao celebrar esta libertação e recordar as misericórdias de Jeová para com seus antepassados naquele primeiro retorno do Egito.
22. Aqueles que não fugissem da contaminação da Babilônia jamais conheceriam a paz de Deus, ficando espiritualmente desligados (como rash', a palavra traduzida para penemos dá literalmente a entender). Observe que este mesmo sentimento, quase nas mesmas palavras, também conclui a Seção Dois (57:21) deste Volume .

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